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GERAL || 06 de fevereiro de 2018
Servidores públicos definem greve para o dia 15 de fevereiro, no retorno às aulas
Servidores Públicos de Brusque durante o ato que decidiu pelo início da greve no próximo dia 15.

Servidores públicos definem greve para o dia 15 de fevereiro, no retorno às aulas

O próximo dia 15 de fevereiro, que marca o retorno às aulas na rede pública, foi a data definida para o início da greve dos servidores públicos de Brusque, caso não aconteça um acordo entre o governo municipal e o Sinseb – sindicato que representa a categoria. A definição por greve aconteceu nesta segunda-feira, 5, na assembleia realizada na Praça da Sesquicentenário. De acordo com o Sinseb, aproximadamente 450 servidores participaram do ato.

O movimento dos servidores é contra o corte salarial praticado pela prefeitura com base no adicional por tempo de serviço, que passará a considerar o salário base e não o atual dos servidores para concessão do chamado anuênio -  período de um ano (para cômputo de benefícios salariais ou afins na ordem administrativa.

Paralelo ao período de negociação, o Sinseb aguarda decisão judicial por meio de uma liminar ingressada na Vara da Fazenda, que pede efeito suspensivo da ‘circular’ emitida pelo governo que colocou em vigência a medida administrativa. A última proposta do Sinseb apresentada ao governo era de que a ‘circular’ fosse retirada e que se encaminhasse uma proposta de retificação da lei à Câmara para uma nova redação,  a qual não teve respaldo do governo.

“Se nós aceitássemos a perder o anuênio nos começaríamos a voltar a uma defasagem de 120% nos nossos salários; medo que fosse uma apenas um primeiro passo de uma série de derrocada dos direitos que poderíamos ter daqui pra frente”, frisou o presidente do sindicato, Orlando Soares Filho. 

Após a decretação da greve, foram escolhidas duas comissões, uma de negociação e outra de mobilização, para abrir o período de dez dias de negociação com governo, que será comunicado da data para o começo da greve, em caso de não haver acordo.

O caso pode parar nas mãos da justiça. Acompanhe entrevista com o presidente do Sinseb, Orlando Soares Filho, que dá detalhes da decisão tomada pelos servidores.



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