Irmãs de sangue e congregação: conheça as Irmãs Martinha e Anna, do Santuário Santa Paulina

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Santuário Santa Paulina
Conheça a história de duas irmãs que se tornaram Irmãs da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. (Foto: Diplomata FM)

Há quase 30 quilômetros de Brusque, em Nova Trento, Santa Catarina, encontra-se um dos maiores destinos do turismo religioso do Brasil. É o Santuário Santa Paulina, que, em média, recebe cerca de 40 mil pessoas por mês.

E lá também se encontram duas irmãs que não só a congregação as uniu, mas, também, os laços familiares. Anna Tomelin tem 74 anos e Martinha Maria Tomelin, 70. Elas se encontram aos domingos, porque durante a semana uma fica no Santuário, no Vígolo – pois é diretora do local, e a outra trabalha no Centro de Espiritualidade Imaculada Conceição (CEIC), no Centro de Nova Trento. Coincidência do destino, Irmã Martinha nasceu no mesmo dia de Santa Paulina: 16 de dezembro.

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Irmãs Martinha e Anna trabalham em Nova Trento. (Foto: Diplomata FM)

Irmã Anna, a mais velha entre os irmãos, – são seis mulheres e seis homens na família, conta que aos 12 anos já lhe despertou o desejo de ingressar no Colégio de Formação, mas o pai dizia: “Se você tem vocação aos doze, você terá aos dezesseis. Quando completar 16 anos você vai”. Por longos anos, as gerações da família foram muito religiosas, e quando alcançou a geração das irmãs, isso não mudou.

E esse fator foi importante na decisão vocacional das duas. “Nossa avó materna era muito de oração, falar de Deus, a gente tinha terço diariamente. Na nossa família a gente vivia mesmo os valores cristãos e humanos. Na época de férias o que mais tinha lá em casa de visitas eram seminaristas, padres, religiosas, jovens, então tudo isso influenciou”, diz Irmã Anna.

Desde pequenas, as duas se inspiraram nas tias, que frequentavam a igreja regularmente. “Queríamos ser iguais as tias, ir para Missões”. Irmã recorda que sempre sonhou em participar de Missão no Mato Grosso, porém nunca foi. “Fui visitar as comunidades, mas em Missão não. Meu sonho era trabalhar com os indígenas”.

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Anna Tomelin e Martinha Maria Tomelin, vivem em Nova Trento/SC. (Foto: Diplomata FM)

Trabalhar no Santuário é definido por Irmã Anna como uma missão, uma rotina que não tem rotina. “Todo dia é algo diferente. O Santuário é um lugar de encontro, de gente que vem e que vai, os que vieram ontem à missa não estão aqui hoje”, conta. “O que mais me fortalece é pensar que a origem foi aqui, é olhar para essa grandeza da própria Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição que ela fundou, estamos em doze países em áreas bem difíceis”, cita.

“Temos dentro de nós, como objetivo maior, acolher bem as pessoas, fazer com que elas se sintam bem e acolhidas”, diz Irmã Anna.

Ser irmã de sangue e de Congregação

“É uma alegria. Apesar de na maior parte de nossas vidas vivermos distante uma da outra, sempre fomos muito unidas”, diz Irmã Martinha, ao citar sobre sua irmã. Sente-se alegre em ver que a irmã está na Congregação e agora alegria de poder conviver com ela, algo que antes nunca aconteceu, por conta das Missões.

“Vou fazer 48 anos de consagrada, e, na verdade, desses 48 anos, é o primeiro que a gente está morando perto. A gente só se encontrava nas férias, nos víamos junto da família por três ou quatro dias, ou quando íamos para reuniões e encontramos”, lembra. “É uma esperança me dizendo: ‘não estou sozinha, minha irmã está junto, vamos caminhar, a gente consegue vencer e levar a diante a missão. Me sinto muito feliz em tê-la como minha irmã e como Irmãzinha da Imaculada Conceição”, diz a irmã Martinha ao se referir à sua irmã Anna.

Para Irmã Anna, ter duas pessoas na mesma família que escolheram a Congregação é motivo de orgulho para todos, uma graça de Deus. “Eles sentem orgulho de ter duas pessoas religiosas, e isso faz bem”.

O distanciamento por conta da Missão em Nicarágua não foi fácil para ambas, mas era uma Missão, e não se diz não a algo tão importante na vida de uma mulher religiosa. Dos 55 anos de vida religiosa da Irmã Anna, ela nunca esteve trabalhando tão perto da irmã, morando e convivendo. “Sempre agradeço por estarmos servindo a Deus através da Congregação e agora por um tempo tão perto da minha irmã”.

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Desde que foram consagradas, é a primeira vez que as irmãs estão morando e trabalhando tão próximas. (Foto: Diplomata FM)

Vocação

A vocação tem uma definição muito especial para as irmãs. Foi através dela que o destino das duas se fez e ainda trilha por caminhos que as desafiam religiosamente em prol do outro e para o outro.

“Para mim, estar aqui, ser chamada, ser consagrada na Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, é ter uma vida doada na gratuidade, sem esperar recompensas materiais, mas, sim, a recompensa de vida que a gente sabe que a cada dia sentimos essa benção de Deus”, define Irmã Martinha que deixa uma mensagem para as jovens mulheres que esperam na religião. “Vale a pena. Ainda que o mundo ofereça tantas diversidades de vocações, vale a pena seguir Jesus Cristo como Irmãzinha da Imaculada Conceição numa Missão de Evangelização do trabalho que a igreja necessita hoje em dia”.

Irmã Anna define a vocação como um chamado. “E um chamado exige uma resposta, então para mim a consagração, a escolha que fiz na vida foi uma resposta a uma missão que escolhi e sabia que exigências e renuncias haveriam, mas não vejo nada como sofrimento, mas, sim, uma realização pessoal”.

Para estas duas mulheres a oração é a alma da vocação. Por onde elas passaram ao longo dos anos, criaram e fortificaram relações que são mantidas até os dias atuais, ou seja, trilharam o caminho da missão que as esperava desde antes de serem consagradas, pois. A vida religiosa é um estado de vida.

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