Tiro de Guerra de Brusque realiza formatura de matrícula de cem atiradores

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Foi realizada a formatura de matrícula da turma de atiradores do ano de 2020 do Tiro de Guerra de Brusque, TG 05-0505, na noite desta segunda-feira, 2. Neste ano, cem atiradores foram selecionados para o serviço de instrução, vinte a mais do que em 2019. Desde meados de outubro do ano passado, o processo de seleção envolveu um total de 900 inscritos.

A Banda Musical do 23 Batalhão de Infantaria, de Blumenau, foi responsável pela execução das marchas e hinos oficiais
Banda Musical do 23 Batalhão de Infantaria, de Blumenau (Foto: Everton Dalmolin/assessoria de imprensa TG)

A Banda Musical do 23 Batalhão de Infantaria, de Blumenau, foi responsável pela execução das marchas e hinos oficiais. Autoridades municipais, familiares e ex-combatentes do tiro de guerra brusquense prestigiaram a cerimônia militar.

1º sargento Paulo Cesar Grellert faz saudações aos atiradores (Foto: Everton Dalmolin).
1º sargento Paulo Cesar Grellert faz saudações aos atiradores (Foto: Everton Dalmolin/assessoria de imprensa TG).

O chefe de instrução, 1º sargento Paulo Cesar Grellert, falou à reportagem sobre o início do ano para os atiradores.

“Em pouco tempo de treinamento o pessoal já atingiu um elevado padrão, temos um uma turma muito boa e espero chegar no dia 30 novembro com todos eles formados; frisou.

Grellert destacou a formação de 7.714 atiradores desde à fundação do TG, sendo que 48 foram combatentes na Segunda Guerra Mundial. A cerimônia contou novamente com a presença do expedicionário Arnoldo Lana, que recebeu recentemente homenagem pelos 75 anos da Tomada de Monte Castelo. O bisneto de Arnoldo Lana, Luciano Amorim Júnior é um dos atiradores da turma de 2020.

O prefeito Jonas Paegle destacou as obras de revitalização na sede do TG, desde o início do mandato.

Prefeito Jonas Paegle participa de formatura de matrícula dos atiradores
Prefeito Jonas Paegle participa de formatura de matrícula dos atiradores (Foto: Everton Dalmonin/ assessoria TG).

“Eu cheguei a ficar preocupado com que a gente encontrou na época (chovia dentro) quando assumimos fizemos o trabalho para renovar os espaços, sabemos que o tiro de guerra é muito importante para a cidade”, frisou Paegle.

O Tiro de Guerra de Brusque teve a sua fundação em 08 de dezembro de 1916, sendo denominado de Tiro de Guerra 317.

Autoridades municipais, familiares e ex-combatentes do tiro de guerra brusquense prestigiaram a cerimônia militar.
Autoridades municipais, familiares e ex-combatentes do tiro de guerra brusquense prestigiaram a cerimônia militar ( Foto: Everton Dalmolin/assessoria de imprensa TG ).

Confira o histórico, através do texto oficial do Brusque Memória.

O Tiro de Guerra 317 foi fundado em 8 de dezembro de 1916. A instituição pertence ao Exército Brasileiro no município e propicia a prestação do serviço militar inicial aos jovens de 18 anos. Quando iniciou suas atividades, a instituição recebeu o nome de TG 317. Porém, o TG precisou suspender as atividades por uma década, após a assinatura do armistício da I Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918, que pôs fim ao conflito internacional.

Com um movimento organizado por pessoas da sociedade brusquense, o Tiro de Guerra foi reativado em 1928, com instruções realizadas nas dependências da prefeitura. Apenas em 1941 foi construída a sede do TG, que permanece até hoje na Rua Felipe Schmidt, no Bairro São Luiz. No ano de 1945, o TG passou a se chamar Tiro de Guerra 170 e somente em 8 de maio de 1979 é que recebeu a denominação de Tiro de Guerra 05-005, que permanece até hoje. Em 12 de dezembro de 2012, o prédio do Tiro de Guerra foi o primeiro patrimônio histórico do município a ser tombado.

 Na mesma data, houve a inauguração da revitalização do prédio. Sua construção foi financiada por diversas empreas e pessoas físicas, conforme listado abaixo. “Conforme reunião do Conselho Deliberativo do Tiro de Guerra, em 19 de junho de 1940, foram feitas as seguintes doações para a construção do TG: Cônsul Carlos Renaux: 20 contos de réis; Carlos Renaux Sociedade Anônima: 10 contos de réis; Sociedade Cultural e Beneficente Cônsul Carlos Renaux: 5 contos de réis; Indústrias Renaux Sociedade Anônima: 10 contos de réis; Eduardo Von Buettner e Cia: 2 contos de réis; Companhia Industrial Schlöesser: 2 contos de réis; Otto Schaefer: 1 conto de réis; Fernando Boettger: 500 mil réis; Strecker e Irmãos: 100 mil réis. Total: 50 contos e 600 mil réis.” Esse valor foi arrecadado em junho de 1940 e em fevereiro de 1941 o prédio já estava em funcionamento. A frase “Tudo Pela Grandeza do Brasil” foi sugerida pelo tesoureiro do Conselho Deliberativo, Erico Krieger, em assembléia geral ordinária no dia 04 de setembro de 1940, embora o presidente do conselho na época, Otto Renaux, achasse que a frase não se enquadrasse bem nos objetivos da reunião.

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