Núcleo de Atividades Físicas da ACIBR e CREF pedem que governo reavalie decreto para academias e profissionais da Educação Física

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O Núcleo de Atividades Física da ACIBR, em parceria com CREF- Conselho Regional de Educação Física, busca sensibilizar o governo municipal para reavaliar o decreto que resultou no fechamento dos diversos ambientes da Educação Física.

A medida atinge um setor que está em forte desenvolvimento na cidade, desde academias tradicionais – sala de musculação, bem como estúdios de personal trainer, centros de treinamentos voltados para artes marciais, academias em clubes e condomínios, aulas de natação e grupos de atletismo.

De acordo com Leonardo Ribeiro, coordenador do núcleo, a categoria representada não é contra as medidas de enfrentamento previstas no decreto e nos protocolos sanitários, mas, sim pela falta de comunicação do governo com o setor, considerado recentemente, através de um projeto de lei aprovado na Alesc e sancionado pelo governador Carlos Moisés, como serviço essencial.

“Em hipótese alguma, somos contra o decreto, estamos para acatar, mas não da forma como foi feito. A pouco tempo o governador sancionou uma lei que reconhece que a atividade física é um setor essencial. Tem pesquisas mostrando que a única coisa que pode impactar de benefício real é a atividade física, não só estética e sim no campo emocional”, disse.  

“Esse isolamento em casa é cruel e atividade física é uma forma de melhorar a condição de saúde da pessoa”, reforçou.

O Núcleo de Atividades Físicas contesta sobre o apontamento de que ambientes de academias são locais de alto contágio e argumenta que a prática de exercícios nos locais de treinamento é mais segura, frente aos espaços sem controle de profissionais habilitados.

Segundo Leonardo Ribeiro, são segmentos diferentes em atuação e que no geral mostraram desde o início da pandemia possibilidades de controle.

“Esses dados de que academia é um dos principais transmissores era quando tinha um fluxo normal de alunos, sem cuidados preventivos, mas do jeito que está hoje, as academias estão girando com no máximo 30% dos alunos; o ambiente está muito seguro, com treinamento distanciado e higienização em alta”, ressaltou.

No caso de estúdios voltados para pilates ou treinamentos funcionais e cunho fisioterápico, Leo destaca que o controle é ainda maior.

“Mais seguros ainda, com horários agendados e poucos alunos – alguns depois da pandemia estão atendendo um aluno por horário. Tal é a segurança que está sendo passada, para gerar uma nova confiança, pois se criou um pouco de medo de fazer atividades”, explicou.

Em contrapartida, Leonardo diz que o fechamento dos espaços de treinamentos pode resultar em aglomerações ou fluxo maior nos ambientes ao ar livre – como a Beira Rio, por exemplo citado, usada em grande parte para caminhadas e corridas.

“Vejo que é muito mais perigoso correr na Beira-Rio, onde muitas pessoas não usam máscaras, e estão próximas dependendo do horário. Se o spray da saliva, muito fino, passa por uma pessoa, o risco de contaminação é maior”, disse.  

Há muitos grupos de corridas na cidade e conforme Leonardo todos os grupos de assessoria estão seguindo com trabalhos adaptados, trazendo maior segurança aos participantes.

“Se for treinar num campo de futebol é possível colocar as pessoas de 5 a 6 metros de distância; muitos grupos de corrida são divididos e tenho certeza que todos estão adaptados, mas não houve conversa com os profissionais para fique bom para ambos os lados – de forma coletiva”, lamentou.  

Impacto financeiro – O Núcleo de Atividades Físicas está preocupado também a fonte de rendimento dos empresários do setor e dos profissionais de Educação Física – muitos atuam de forma autônoma.  

“É uma outra realidade e por um bom tempo, então o impacto é grande para os autônomos e maior ainda para Pessoas Jurídicas. São academias com estruturas, aluguel dos espaços, aparelhos de alto custo, mantidos pela venda de contratos. Se não tem capital (entrada), como ficam os pagamentos? ”, ponderou.

CREF – Conforme Delmar, representante do CREF, o protocolo apresentado ao governo municipal é o mesmo que Conselho Regional de Santa Catarina elaborou e foi aprovado pelo Governo do Estado – por meio do reconhecimento das autoridades em saúde; que serviu de modelo de implementação de medidas de combate à pandemia.

“O controle é bastante rígido e sem contar que a atividade física é essencial para as pessoas; quem tem uma condição física saudável caso tenham o contágio passam pelo processo com uma condição mais tranquila daquelas que apresentam doenças associadas”, explicou Delmar.

“Com o protocolo feito para abertura academias é muito mais difícil pois é um ambiente totalmente higienizado”, ressalta.

“Diante do exposto e considerando a possibilidade de os prefeitos tomarem “medidas setoriais”, de flexibilização ou restrição de atividades em seus municípios, vimos requerer: a) Que a oferta dos serviços da Educação Física e demais atividades relacionadas (Academias de Ginástica, Musculação, esportes, Crossfit, Funcionais, Estúdios, Danças, Escolas de Natação, Hidroginástica, Hidroterapia, Academias de Lutas e afins), não sofram interrupção por medidas restritivas de âmbito local. b) No caso de necessidade de medidas mais drásticas/restritivas em relação ao setor, solicitamos que a medida seja considerada no caso específico (estabelecimento infrator). c) Informação prévia a este Conselho caso sejam necessárias medidas restritivas em âmbito municipal que afete os profissionais de Educação Física e estabelecimentos que prestam serviço na área”, diz o ofício do CREF.

O último decreto da Prefeitura de Brusque tem validade até o próximo dia 27.

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