160 anos do nascimento de Cônsul Carlos Renaux será celebrado pela UNIFEBE

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Há exatos 12 meses de completar 160 anos do nascimento de Cônsul Carlos Renaux, o Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE) inicia uma programação especial para celebrar a trajetória do criador da primeira indústria têxtil de Brusque. O resgate histórico e cultural será realizado em parceria com o jornal O Município, Vitor Renaux Hering, Colégio Cônsul Carlos Renaux, Fundação Cultural de Brusque, Clube Filatélico Brusquense, Casa de Brusque e Instituto Aldo Krieger (IAK).

As homenagens iniciam nesta próxima sexta-feira (12), com a série fotográfica “Memórias de Cônsul Carlos Renaux”, que todas as sextas-feiras será publicada no especial Município na História, no Jornal O Município.

“Utilizaremos fotos do Cônsul Carlos Renaux, disponíveis no acervo da família Renaux, que estão sob os cuidados da UNIFEBE, no Arquivo Histórico da Indústria Têxtil de Santa Catarina” explica o Diretor de Jornalismo e Operações do jornal O Município, Andrei Paloschi.

Para preservar as lembranças e a construção da Villa Renaux, a UNIFEBE produzirá uma web série, contando a história do Cônsul Carlos Renaux e da edificação que foi construída a seu pedido em 1932, e que foi sua morada entre os anos de 1935 e 1945, quando veio a falecer.  

Já no dia 5 de agosto, a UNIFEBE promoverá o X Seminário Temático do Programa História e Memória Regional. Neste ano, a ação é destinada aos professores de história do município e região.

No dia em que completaria 160 anos do seu nascimento, 11 de março de 2022, a UNIFEBE realizará uma sessão solene para homenagear a trajetória do industrial Cônsul Carlos Renaux. Durante a programação, o Clube Filatélico Brusquense fará o lançamento do selo comemorativo de 160 anos e será instalada uma placa alusiva à data, na estátua do Cônsul, localizada na Praça Barão de Schneeburg. Na mesma data, o artista brusquense José Eduardo Burigo apresentará à comunidade um quadro comemorativo com a figura do Cônsul.

“Cônsul Carlos Renaux deixou muitas marcas na história de Brusque, um legado que vai além da indústria têxtil e da política. Sua participação para o desenvolvimento da Brusque que conhecemos hoje, pode ser visto em áreas como a educação, saúde, esporte, religião e cultura. E é por isso que celebrar a vida de Cônsul Carlos Renaux é reviver nossa história e o crescimento da nossa cidade”, salienta a reitora da UNIFEBE, professora Rosemari Glatz.

O legado

Karl Cristhian Renaux, filho de Johann Ludwig Renaux e de Christina Sophie Ludin Renaux, nasceu em 11 de março de 1862, em Leorrach, no Grão-ducado de Baden, Alemanha. Em setembro de 1882, com 20 anos de idade chegou ao Brasil, tendo como primeira parada o Rio de Janeiro. De lá, seguiu para Santa Catarina, com destino a Blumenau. Foi no mesmo município, que em 1884, Carlos Renaux se casou com Selma Wagner, com quem teve onze filhos.

Foi o perfil empreendedor de Carlos Renaux, que o impulsionou a vir para a Villa de São Luiz Gonzaga (Brusque), e iniciar seu trabalho em um pequeno comércio de exportação de produtos coloniais. Após anos atuando como comerciante em Brusque, em 11 de março de 1892, ao completar 30 anos de idade, em sociedade com Paul Hoepcke e Augusto Klapoth, e motivado pelos tecelões poloneses, vindos de Lodz, dá início às atividades da Fábrica de Tecidos Renaux.

O pioneirismo da fábrica em ser a primeira indústria a instalar uma fiação em Santa Cataria, foi, anos mais tarde, inspiração para o padre e cientista Raulino Reitz criar o slogan do Centenário da cidade como: “Brusque, Berço da Fiação Catarinense”.

Além dos feitos empresariais, na vida política, foi o primeiro Intendente Municipal (atual cargo de prefeito) da época republicana, e exerceu a função em três períodos. Foi eleito deputado da primeira Constituinte Republicana Estadual, marcando, para sempre, o seu nome na política catarinense ao assinar a primeira Constituição do Estado de Santa Catarina, promulgada em 1º de junho de 1891.

Em 1922, durante sua permanência na Europa, passou a exercer a função de Cônsul Honorário do Brasil para o Consulado em Baden-Baden, Alemanha. A partir de então passou a usar, oficialmente, o título que até hoje é conhecido em Brusque.

Carlos Renaux faleceu no dia 28 de janeiro de 1945, em Brusque, onde deixou um importante legado, emprestando seu nome para designar vias públicas, colégio, estádio de futebol e hospitais

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