Ama Brusque comemora o Dia Mundial da Conscientização do Autismo

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Utilidade pública


Entidade fará transmissões especiais durante o mês, em suas redes sociais.

A Associação de Pais, Profissionais e Amigos dos Autistas (AMA Brusque), comemora nesta sexta-feira, 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Devido a pandemia da Covid-19, não será possível a realização de nenhuma atividade presencial, mas a entidade estará fazendo, ao longo do mês, transmissões com depoimentos de profissionais e histórias inspiradoras, através de suas redes sociais.

“É sempre necessário formar e informar pais, professores, terapeutas e a comunidade em geral sobre este transtorno do neurodesenvolvimento, que já atinge 1 a cada 54 pessoas no mundo e, em breve, muito possivelmente estará em todas as famílias”, destaca a presidente da AMA Brusque, Guédria Motta.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que aparece logo na primeira infância e está caracterizado por déficits persistentes e significativos na comunicação, interação social, movimentos repetitivos (estereotipias) e interesses restritos. Entre as principais comorbidades relacionadas ao espectro se destacam os Transtornos de Processamento Sensorial, seletividade alimentar, deficiência intelectual, entre outros.
Desde dezembro de 2012, através da Lei Federal 12.764 (Lei Berenice Piana) o autismo é considerado uma deficiência no Brasil.

Atividades

A AMA Brusque inaugurou, em fevereiro de 2020, sua clínica, cuja sede está instalada na sala 3B, da Uniasselvi. Desde então, o espaço tem sido pouco utilizado, devido ao distanciamento social e às demais regras de saúde e segurança para a prevenção da Covid-19.
Hoje a entidade mantém apenas uma psicopedagoga contratada, que faz o acolhimento às famílias e dá sequência ao trabalho de estimulação remota, sob supervisão de uma psicóloga e com o apoio de cerca de 10 voluntários das áreas de saúde e educação.
Como a Uniasselvi está fechada há algumas semanas, a emissão e entrega da Carteira Estadual do Autista está paralisada.

“A atuação da AMA vem da força voluntária. Tem sido assim em 2021, quando Brusque iniciou um movimento em Santa Catarina para que alunos com deficiência tenham aulas 100% presenciais. Da mesma forma, mantém o diálogo para que o uso de máscaras seja dispensado às pessoas que sofrem transtornos sensoriais graves, algo já previsto em Lei Federal, mas não reconhecido no Estado. Também nos manifestamos e acompanhamos o caso de recusa de matrícula de uma estudante com autismo na cidade”, conta Guédria.

Sem apoio

Apesar de ter assinado um Termo de Compromisso por ocasião das eleições municipais em 2020, o prefeito Ari Vequi segue sem estabelecer um diálogo com a entidade. Desde o início de janeiro é solicitada uma agenda com o prefeito que, até o momento, não foi agendada.
Sem apoio do poder público municipal, a entidade irá declinar do recebimento de um convênio com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), para atendimento gratuito de 80 crianças TEA, com psicóloga, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga e fisioterapeuta.
“Passamos o ano passado inteiro organizando a entidade para buscar convênios em 2021. É importante que a comunidade saiba que todo este movimento é de pessoas voluntárias e de apenas uma profissional contratada. Não será possível aceitar uma missão desta envergadura que, apesar de altamente necessária, não condiz com a nossa situação técnica e de estrutura. Nem a nossa sede está aberta hoje. Desta forma, como poderíamos atender as famílias?”, lamenta Guédria.

Atualmente a AMA Brusque representa mais de 300 crianças, adolescentes e jovens autistas que moram na cidade, em Guabiruba e Botuverá. Deste número, cerca de 90% não tem acesso a nenhum tipo de terapia, o que é decisivo no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida.

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