Drone passa a compor o trabalho de combate aos focos do mosquito da dengue

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Movimento “Vista Aérea” vai percorrer, na primeira etapa, 14 regiões de Brusque até o fim de maio

O combate aos focos de proliferação do mosquito transmissor da dengue em Brusque passa a ter um importante reforço a partir desta terça-feira (20). E ele vem do alto. Trata-se do movimento “Vista Aérea no Combate ao Aedes aegypti”. A partir de agora, além da vistoria em terra, feita pelos agentes de endemias, um drone vai possibilitar a verificação aérea dos imóveis que estão fechados, o que permitirá a identificação de possíveis criadouros do mosquito. A ação é da Secretaria de Saúde, por meio do Programa de Combate a Endemias da Diretoria de Vigilância em Saúde.

A primeira etapa do movimento “Vista Aérea” iniciou na tarde desta terça-feira (20), no bairro Primeiro de Maio e segue até o final de maio. Neste período, serão ao todo, 45 horas de sobrevôo divididas em 14 regiões da cidade já mapeadas pelo Programa de Combate a Endemias. As consideradas prioritárias são: Primeiro de Maio, Águas Claras, Bateas, São Pedro, Guarani, Centro II e Limoeiro, que, de acordo com os levantamentos, são as comunidades mais infestadas. Completam a lista as regiões do Centro I, Poço Fundo, Ponta Russa, Tomaz Coelho, Cedro Alto, Santa Luzia e Cedrinho.

A Diretora da Vigilância em Saúde, Ariane Fischer, considera que o uso do drone nas ações de combate aos focos do Aedes aegypti vai trazer grande agilidade e otimizar o trabalho da equipe do Programa de Combate a Endemias. “Enquanto um agente comunitário consegue realizar entre 25 a 30 visitas ao dia, o drone, em uma hora, poderá mapear até 100 casas”, compara.

Ela ainda acrescenta que, com o drone, será possível alcançar locais em que o morador não recebe o agente de endemias, bem como os imóveis onde não há moradores para permitir o acesso da equipe ao interior dos ambientes para a devida fiscalização. “Identificados os possíveis criadouros, será dado seguimento no trabalho de eliminação e fornecidas as devidas orientações”, completa Ariane Fischer.

A segunda etapa do movimento “Vista Aérea no Combate ao Aedes aegypti” será desenvolvida no segundo semestre, com aproximadamente um mês de sobrevôo, somando mais 55 horas de atividade, para perfazer o total de 100 horas de vistoria com o drone contratadas para este ano de 2021 no município.

974 focos

Nesta terça-feira (20), também foram conhecidos os novos números referentes aos focos do mosquito Aedes aegypti em Brusque. O mais recente levantamento, que traz a atualização quinzenal do Programa de Combate a Endemias, demonstra que, de janeiro até agora, a cidade totaliza 974 focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. No levantamento anterior, divulgado em 06 de abril, os focos eram 800. Os números preocupam, especialmente, se comparados com os dados de 2020. Ao longo de todo o ano passado, Brusque totalizou 1.377 focos positivos do mosquito.

O bairro com maior número de focos é Águas Claras, com 87 notificações, seguido por Souza Cruz, com 66, Jardim Maluche, com 65, o Centro, com 64 e Primeiro de Maio, que tem 63 focos identificados. Quanto aos casos identificados de dengue neste ano, até o momento, eles somam quatro. Todos os casos são autóctones, ou seja, as pessoas adquiriram a doença no próprio município. Há, ainda, dois casos em investigação.

“Precisamos que todo morador faça a sua parte e cuide de sua casa, terreno, imóvel, eliminando qualquer objeto ou material que permita o acúmulo de água, e que assim, possa servir de criadouro para o Aedes aegypti. Só com a união de esforços do poder público com toda a comunidade é que venceremos esta batalha contra a dengue”, finaliza Ariane Fischer.

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