Parceria entre UNIFEBE e Comunidade Bethânia resulta em ações em prol dos acolhidos

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Utilidade pública

A Curricularização da Extensão proporcionou neste semestre aos acadêmicos das 1ªs e 3ªs fases dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Educação Física, Engenharia Civil e Pedagogia uma experiência que aliou os conhecimentos teóricos e práticos relacionados aos componentes curriculares com a missão e a visão da UNIFEBE de formar seres humanos comprometidos com a qualidade de vida e com o desenvolvimento da sociedade. Os cursos atuaram em benefício da Comunidade Bethânia, em São João Batista, que há 25 anos tem como objetivo o acolhimento de pessoas que sofrem com a dependência química.

Preliminarmente, foram realizadas visitas técnicas visando as demandas da comunidade e a metodologia e a implantação dos projetos que seriam aplicados pelos alunos. Os estudantes de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil foram os responsáveis pela produção de desenhos arquitetônicos e civis para a construção de uma academia e um parque infantil com madeira sustentável, além de um pórtico para a entrada de uma trilha com sinalizações de madeira para o ambiente chamado “Trilha da Cura”.

Acadêmico da 1ª fase de Engenheiro Civil, Marco Antonio Dall Antonia, conta que uma disciplina específica o auxiliou diretamente no projeto da curricularização. “Com a matéria Ciência e Engenharia dos Materiais vimos quais materiais seriam mais resistentes naquela condição. Na parte de desenho, vimos como podemos projetar as estruturas para que tudo saia bem na prática. Consideramos a sustentabilidade na obra, no que se refere ao aproveitamento dos recursos naturais”, relata Marco Antonio.

Produzindo em benefício da Comunidade

O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, Marcelius Aguiar, avaliou o projeto de forma positiva e destacou a consciência que a atividade desenvolve nos acadêmicos. “O trabalho tem uma metodologia bastante interessante que já estamos aplicando há alguns anos no curso. Essa interação com outros profissionais e com a comunidade é fundamental para a formação dos nossos alunos. É o momento de eles entenderem o papel social da profissão. O maior desafio foi mostrar que a arquitetura ecológica, além de ser necessária, pode ser muito atraente do ponto de vista estético”, revela Marcelius.

A acadêmica Letícia Ribeiro, da 3ª fase do curso, destaca o trabalho em equipe na execução do projeto. “Foi muito importante desenvolver algo que criamos em benefício da comunidade, além de ter sido uma forma de aprimorar nossos conhecimentos”, afirma a estudante.

De acordo com o coordenador do curso de Educação Física, professor João Derli de Souza Santos, os acadêmicos tiveram como desafio conscientizar os integrantes da Comunidade Bethânia sobre a importância da prática de esportes coletivos, incentivando-os a priorizar suas saúdes e qualidades de vida. “Esse trabalho também auxilia na trajetória de recuperação dos moradores da instituição. Usamos materiais que normalmente seriam descartáveis na criação dos projetos, gerando à comunidade uma visão mais apropriada em respeito ao meio-ambiente”, descreve o professor João.

Segundo o acadêmico da primeira fase do curso de Educação Física, Lucas Guilherme Burg, a atividade fez com que os estudantes procurassem informações e métodos para trabalhar com um público específico. “Estou ciente que minha função como profissional é estabelecer o controle físico e psicológico aos meus alunos, e, consequentemente, haverá diferentes públicos e variantes em relação aos problemas. Acredito que trabalhar desde o início do curso com pesquisas, me ajudará em minha formação como profissional”, analisa Lucas.

Formação de valores

Já o curso de Pedagogia desenvolveu um board game (jogo de tabuleiro) para as crianças do Centro Educacional CEJU, um educandário para crianças da Educação Infantil até o Ensino Fundamental, com sede nas dependências da Comunidade Bethânia.

No jogo, as futuras pedagogas criaram um tabuleiro com as imagens de Bethânia, seus espaços e com os novos ambientes revitalizados pelos acadêmicos dos demais cursos de Graduação, como a academia, parque infantil e a “Trilha da Cura”.

A coordenadora do curso, Eliane Kormann, enfatiza que o trabalho visa oferecer às novas gerações condições de apropriação de conhecimentos relevantes para a vida humana, como a natureza e a vida social e comunitária.  “O projeto envolve também a formação de valores, atitudes e relações construtivas, ou seja, que eles aprendam a partilhar responsabilidades”, destaca Eliane.

A acadêmica da 1ª fase de Pedagogia, Kátia Maurer, celebra a oportunidade trabalhar com crianças, salientando que por meio da curricularização pôde entender a importância de planejar uma atividade antes de aplicá-la. “A escola da Comunidade Bethânia me mostrou outra visão da profissão. Pude perceber como é importante as crianças terem contato com a natureza e a construção de um ateliê para que elas possam fazer o próprio brinquedo as ensina a ter mais autonomia”, comenta.

Curricularização da Extensão

Constituída por meio da Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018, pelo Ministério da Educação Conselho Nacional de Educação Câmara de Educação Superior, o documento que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira, regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação – PNE 2014- 2024.

De acordo com a resolução, a Extensão deve se integrar à matriz curricular dos cursos e promover a interação entre as instituições de ensino e a sociedade, por meio da troca de conhecimentos, cultura e diálogo. As atividades devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular. Essa determinação começou a ser implantada pela UNIFEBE no primeiro semestre de 2020, com as primeiras fases de todos os cursos de Graduação. Neste semestre, estudantes da 1ª e 3ª fase participaram das intervenções.

O pró-reitor de Graduação e de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura interino da UNIFEBE, professor Sidnei Gripa, explica que a Curricularização da Extensão integra a formação acadêmica dos estudantes, promovendo intervenções que estimulam a construção e o desenvolvimento do aluno como cidadão.

Por meio de projetos, programas, cursos, oficinas, eventos e até prestação de serviços, a Curricularização da Extensão articula ensino, pesquisa e extensão de modo interdisciplinar, político educacional, cultural, científico e tecnológico. “O estudante se envolve diretamente com a comunidade com ações que estão vinculadas à sua formação universitária, de modo a viabilizar um diálogo construtivo e transformador entre a universidade e a sociedade”, destaca Gripa.

As atividades desenvolvidas presencialmente, neste semestre, seguiram todos os protocolos de segurança em saúde.

Atividade envolveu quatro cursos de Graduação. (Foto: UNIFEBE/Divulgação)
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