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Por trás dos números: O relato da mãe que teve gêmeos em parto normal no Azambuja

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De janeiro a outubro deste ano, dos 1.836 bebês que nasceram na Sala de Parto do Hospital Azambuja, quase 900 vieram à luz em parto normal. O mês com maior índice foi maio onde, dos 209 nascimentos, 109 chegaram ao mundo através do parto normal. Deste total, dois casos chamam atenção: de mães que tiveram gestação gemelar.

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O dia 5 de julho de 2023 marcou o nascimento do Noah e a Mavie, filhos do casal Crisleine Alves Chaves Fernandes e Igor Fernandes Almeida. Eles já eram pais da Lunna Alves Fernandes, de três anos, quando foram surpreendidos pela notícia da gestação gemelar. O Jornal da Diplomata conversou com Crisleine, sobre sua experiência de parto normal dos gêmeos. Confira o relato da mãe, na íntegra.

Conheça a família

Meu nome é Crisleine Alves Chaves Fernandes. Esse ano tive meus gêmeos que se chamam Noah Alves Fernandes e Mavie Alves Fernandes. Tenho 26 anos e Graças a Deus, minha gestação foi bem tranquila, lógico, um pouco mais dolorosa, pois sou baixa e com dois na barriga ficou um pouco mais difícil. Mas, em saúde e bem estar, eu estava 100%.

A notícia

Assim que descobri a gestação, ficamos muito felizes. Quando fomos fazer o primeiro ultrassom é que foi o susto (risos). De imediato ficamos chocados e um pouco desesperados (risos novamente), mas assim que caiu a ficha, ficamos mais calmos.

A gestação

Trabalhei até os 5 meses (quando me afastei estava com 23 semanas). Os médicos já me alertavam, pois não ia chegar até às 36 semanas e todos me falavam que seria difícil ter parto normal e realmente eu não queria. E, por esse motivo, eu queria a cesárea, mas, ao mesmo tempo, sabia que meus filhos iriam nascer a qualquer momento (pois eu tinha passagem e meu filho já estava encaixado). Talvez marcar a cesárea, que no caso o médico queria só com 36 semanas, poderia não dar certo, então decidi que não ia marcar a cesárea e, sim, passar com o plantonista. Como sabia que eles não iam chegar até 36 semanas, marquei uma visita no hospital (para conhecer) eu estava com 29 semanas, a enfermeira Renata nos levou para conhecer o hospital (um amor de pessoa).

Contrações

Quando completei 30 semanas, meu tampão saiu e fui ao hospital, a médica me informou que eu estava com 3 centímetros, que eu precisava fazer repouso absoluto para tentar segurar eles mais tempo. Eu fiz, mas quando completei 30 semanas e 5 dias, comecei a sentir uma contração bem leve, já sabia que eles estavam para nascer, mas ainda não seria a hora de ir para o hospital. Como eram gêmeos, e eu não sabia o que poderia acontecer, não quis esperar, e quando cheguei lá, por volta das 3h da manhã, eu já estava com três dedos de dilatação. A médica quis segurar para eles não nascerem, deu medicamentos para não deixar a dilatação avançar, mas ao mesmo tempo deu medicamentos que ajudavam as crianças a terminar de fortalecer o que precisasse.

Trabalho de parto

Trocou o plantão às 7h da manhã, e a Dra. Gabi, que começou a me acompanhar (maravilhosa), conversou comigo. Ela perguntou se eu queria cesárea, respondi que sim, mas estava disposta a fazer qualquer coisa para que meus filhos viessem o mais saudáveis possível. Ela me disse que tudo estava ocorrendo para ser parto normal, pois o Noah já estava encaixado, empurrando para nascer, e que realmente, se fosse parto natural, com a passagem deles iria ajudá-los muito na respiração, desenvolvimento, até doenças que poderiam se contaminar se fosse para cesárea. Foi aí que aceitei o parto natural. A médica disse que ainda ia tentar não deixar o parto acontecer, mas que íamos observando conforme o tempo.

Continuei tomando medicação e a dilatação foi aumentando. Eu não estava sentindo muitas dores, pois acredito que a medicação estava inibindo isso. Consegui chegar até 5 dedos de dilatação sem muita dor, mas daí em diante já estava mais intensa (risos). Quando foi às 19h, acredito que já estava com sete ou oito dedos de dilatação. Às 20h, eu não aguentava mais e sentia a criança saindo. Quando a médica chegou, estava ganhando as crianças, só deu tempo de ela pegar a cadeira de rodas para me levar pra sala de parto.

A chegada de Noah e Mavie

A Dra. Vanessa ajudou a Dra. Gabi, e então ela recebeu o Noah que já estava nascendo. Quando deitei na cama, o Noah ‘pulou’ no colo dela, molhando-a toda. Foi engraçado (disseram que ela até postou no Instagram a situação dela). A Dra. Gabi recebeu a Mavie. Eles foram direto para UTI, pois eram prematuros. Assim que eu saí da sala de parto, fui para o quarto, tomei um banho e já desci para UTI para vê-los, nem esperei. As enfermeiras ficaram chocadas comigo, pois estava lá em pé e senti-me muito bem.

Os bebês ficaram 28 dias na UTI, foram super fortes, se desenvolveram muito bem, tanto que saíram antes do tempo estimado para a alta.

Noah e Mavie ao nascer e aos quatro meses de vida. (Foto: Arquivo Pessoal)

Considero meu parto muito tranquilo, pois eu sabia que se eu tivesse parto normal eu já estaria muito bem depois que eles nascessem e a cesárea talvez não seria do mesmo jeito. Após o parto, fiquei o tempo todo no hospital, e depois, nos 28 dias de UTI, ia e vinha do hospital para casa e da casa para o hospital. Meu marido foi muito parceiro, ele ia ver as crianças e também ficava com a minha filha mais velha em casa enquanto eu estava no hospital. Foi um tempo muito difícil, mas foi necessário.

Rotina de mãe de três

Nessa rotina, fico a manhã inteira com eles e quando meu marido chega do serviço, me ajuda. Tenho sorte, pois meus filhos são muito calmos e tranquilos, não dão muito trabalho e dormem muito bem. Eu ainda estou conseguindo fazer com que eles tomem o meu próprio leite. Não vou falar que é fácil, pois estaria mentindo, mas Deus nos deu o melhor dos presentes e ainda está nos dando forças para cuidarmos sem nenhuma rede de apoio.”.

O Jornal da Diplomata encerra esta reportagem especial sobre a sala de parto do hospital Azambuja com este relato da Crisleine sobre sua gestação gemelar, concluída com o parto normal das duas crianças em julho deste ano.

(Foto: Diplomata FM/Jornalismo)
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