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quarta-feira, junho 19, 2024
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Programa de Educação Profissional da Apae de Brusque é referência na região

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Somente em 2023 foram 12 alunos encaminhados para o Mundo do trabalho

O Programa de Educação Profissional (PROEP) realizado pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Brusque, é referência na região do Médio Vale do Itajaí. O serviço, que segue as diretrizes da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), já encaminhou mais de 25 educandos para o mercado do trabalho nos últimos três anos.

“O PROEP atende pessoas com deficiência intelectual leve ou moderada e autismo, a partir de 16 anos, que queiram se inserir no mundo do trabalho. O programa é composto por uma equipe de profissionais formada por educador especial, pedagogo, psicólogo e assistente social. E funciona em três etapas: a preparação, o encaminhamento e acompanhamento no emprego”, explica o assistente social da Apae de Brusque, Juliano da Silva Ferreira França.

Serviço referência entre as Apaes da região

Desde de 2021, o programa já conta com mais de 25 inserções de pessoas com deficiência nas empresas, se tornando referência entre as Apaes da região do Médio Vale do Itajaí. O assistente social ressalta que a instituição é procurada pelas demais Associações para apresentar esse case de sucesso.

“Brusque é uma das organizações com mais êxito no projeto. No ano passado foram 12 encaminhamentos e neste ano, até março, já inserimos mais três pessoas com deficiência. Diante dos bons resultados, nossa equipe vem sendo procurada por outras Apaes para ministrar capacitações e apresentar o trabalho”, comenta Juliano.

Preparação

A primeira etapa, após o ingresso no programa, é a preparação. Metas pessoais são estabelecidas, junto com a família, e vão ser trabalhadas durante as aulas na instituição.

“O professor desenvolve as metas individuais de cada aluno, que abrangem desde a questão de higiene, forma de se vestir, comportamento, autonomia e independência. Chamamos de Plano de Desenvolvimento Individual”, afirma.

A orientadora pedagógica, Sandra Sapelli de Almeida Waldrigues, complementa que o programa segue as diretrizes do FCEE. “Todos os critérios e conteúdos trabalhados com os educandos são desenvolvidos a partir dessas orientações da Fundação. Durante o período de preparação, todas as aulas e atividades realizadas com a turma seguem o padrão, e dentro das temáticas, cada aluno é instigado a trabalhar suas metas individuais. Quando a equipe percebe que os objetivos foram alcançados, se inicia a segunda fase, que é o encaminhamento, realizado por meio de vagas como Jovem Aprendiz, de cursos técnicos ou de aprendizagem industrial ou de emprego formal. Tudo depende do perfil do educando”, conta Sandra.

É importante frisar que os menores de 18 anos interessados em participar do PROEP precisam estar matriculados no ensino regular.

Encaminhamento e acompanhamento

A segunda fase do programa é o encaminhamento do aluno para a vaga no mercado de trabalho. Sandra ressalta que o diferencial é o acompanhamento da pessoa com deficiência no ambiente laboral. Ela explica que a equipe está aberta para conscientizar os demais colaboradores através de palestras e bate-papos sobre a inclusão.

“Nosso diferencial é justamente o acompanhamento dentro da empresa. Realizamos o processo de encaminhamento, auxiliamos na produção do currículo e na entrevista de emprego. Quando o aluno é contratado, nossa equipe traça metas em conjunto com a empresa e estamos sempre em contato com os responsáveis. Além disso, uma vez na semana o aluno vem até a Apae e conta sobre a sua experiência”, pontua a orientadora.

Segundo Sandra, os acompanhamentos variam de seis meses a um ano, dependendo da adaptação do educando.

Frutos positivos

Conforme frisa a orientadora pedagógica, o programa contribui para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Muitas vezes, quando a contratação é direta, a adaptação não funciona, pela falta de suporte e até por situações de preconceito. Com o programa, nossa equipe acompanha o educando, auxilia nas suas dificuldades, cria ferramentas para que ele possa exercer sua função com excelência e também se mantém em contato direto com a empresa. Isso faz muita diferença”, ressalta.

Um dos participantes do programa, hoje já inserido no mercado de trabalho, é o Thiago Gonçalves da Silva. Há mais de um ano ele conquistou seu primeiro emprego como empacotador. Sua mãe, Marisa Gonçalves da Silva, fala que sempre se preocupou com a questão profissional do filho.

“Não tinha confiança sobre a forma como ele seria recebido e tratado. E com o PROEP tivemos todo o auxílio e hoje ele está muito feliz trabalhando. Conseguiu ser independente, ganhar seu próprio dinheiro. Como mãe, também estou realizada”, afirma Marisa.

Como se inscrever

Os interessados em participar ou conhecer mais sobre o PROEP podem entrar em contato com a Apae de Brusque através do telefone (47) 3351-2482 ou pelo Whatsapp (47) 98427-0599.

A equipe do PROEP é composta pela Orientadora pedagógica, Sandra Sapelli de Almeida Waldrigues; a pedagoga, Joice Vilma Borinelli Diegoli; a psicóloga, Ketlin Cristina Martinenghi; o assistente social, Juliano da Silva Ferreira França e a estagiária em Serviço Social, Kely Evangelista.

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