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Trabalhadores das indústrias têxteis rejeitam contraproposta patronal

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Na manhã deste domingo, 19 de maio, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Têxteis de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento (Sintrafite) realizou uma importante assembleia para avaliar a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal. O encontro, liderado pelo presidente Anibal Boettger, contou com a participação de diversos trabalhadores e trabalhadoras, que discutiram detalhadamente cláusulas da proposta.

O presidente abriu a assembleia explicando a contraproposta recebida após três reuniões com o patronal. “Com a participação dos trabalhadores e das trabalhadoras, foi analisada a contraproposta do sindicato patronal em relação ao nosso rol de reivindicações encaminhado e aprovado na assembleia do dia 17 de março. Eles nos apresentaram um reajuste de 4,5% para todos os trabalhadores e um piso salarial de R$2.020,00, renovando as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, mas com a inclusão do sistema 12/36,” disse Boettger.

O sistema de trabalho 12/36, que permite 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, foi amplamente discutido durante a assembleia. O consenso entre os presentes foi de que tal sistema não deveria ser inserido na Convenção Coletiva. “Os trabalhadores deliberaram em votação que não concordam com a inserção desta cláusula na Convenção Coletiva, mas aceitam que este tipo de acordo seja feito por empresa, homologado pelo Sintrafite, conforme já vem ocorrendo”, informou Boettger. Este modelo de acordo é semelhante a outros já existentes, como banco de horas e compensação de jornada.

Durante a discussão, vários trabalhadores expressaram suas preocupações e questionaram o impacto do sistema 12/36 em suas vidas. O advogado do Sintrafite, Dr. Márcio Silveira, destacou os riscos associados a este sistema, incluindo fadiga, questões sociais e impactos na saúde física e mental dos trabalhadores.

Boettger ressaltou que a proposta do patronal estava condicionada à aceitação do sistema 12/36, rejeitada de forma unânime pelos trabalhadores. “Eles (o patronal) nos informaram que, caso não aceitássemos nesses termos, concederiam apenas o reajuste do INPC, acumulado dos últimos 12 meses, que fechou em 3,23%,” lamentou o presidente do Sintrafite.

A assembleia concluiu com a decisão de encaminhar a contraproposta dos trabalhadores ao patronal na segunda-feira e aguardar seu posicionamento. Diante disso, uma nova assembleia foi marcada para o próximo domingo, 26 de maio, às 8h30, no Auditório do Sintrafite, para apresentar a resposta do patronal aos trabalhadores.

Boettger expressou a esperança de que o patronal conceda o reajuste de 4,5%, conforme o exemplo de outros sindicatos patronais da cidade que recentemente fecharam negociações com este índice. “Está é a nossa proposta! Lamentamos que tenha sido imposta esta condição do sistema 12/36 e esperamos que o patronal reveja sua posição,” concluiu.

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