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Memórias de Niltinho: o clássico que marcou o futebol de Brusque

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Em entrevista à Rádio Diplomata FM, ex-jogador fala sobre rivalidade, respeito e o retorno de um confronto histórico.

Depois de décadas, Brusque e Carlos Renaux voltam a se enfrentar em um jogo oficial, agora pela Série A do Campeonato Catarinense. O reencontro que acontecera, neste domingo, 11 de janeiro de 2026 no estádio Augusto Bauer na cidade de Brusque, reacende uma das rivalidades mais tradicionais do futebol de Brusque e mobiliza a memória de gerações que acompanharam os grandes clássicos da cidade.

Para resgatar essa história, a Rádio Diplomata FM conversou com Niltinho, ex-jogador que teve a experiência de atuar pelos três clubes históricos do município: Paysandú, Carlos Renaux e Brusque. Sua trajetória se confunde com uma época em que o futebol local era marcado pela forte ligação com a comunidade, pelos campos cheios e por uma rivalidade intensa, mas respeitosa.

Durante a entrevista, Niltinho destacou o significado especial desse reencontro entre Brusque e Renaux. Segundo ele, mais do que um jogo valendo pontos, o clássico representa a retomada de uma tradição que ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.

“É até um clássico inesperado, pelo tempo que o Renaux ficou parado, e depois de 40 anos o Renaux está disputando novamente uma primeira divisão catarinense, e agora ele tem como rival, como no caso antigamente era o Paysandu e o Renaux, que era o grande clássico, hoje ficou com o Paysandu não disputando praticamente nada, e ficou agora o clássico para o Renaux e o Brusque.

Três camisas, uma história

Poucos atletas podem dizer que defenderam as cores dos principais clubes de Brusque. Niltinho viveu essa experiência em diferentes momentos de sua carreira, acumulando histórias tanto dentro quanto fora de campo. Ao longo da conversa, ele relembra como era o ambiente nos clássicos entre Renaux e Paysandú, jogos que paravam a cidade e mobilizavam torcedores de todas as idades.

Mesmo com a rivalidade intensa durante os 90 minutos, o ex-jogador recorda que o respeito prevalecia fora das quatro linhas, reflexo de um futebol mais próximo das pessoas e da vida comunitária.

“Terminando os 90 minutos, acho que tem que haver o respeito, né? É claro que a gente vem para o jogo e a gente torce por que o melhor vence, né?”

O futebol de ontem e o clássico de hoje

Niltinho também faz uma comparação entre o futebol de sua época e o cenário atual. Para ele, as mudanças na preparação física, na estrutura dos clubes e na profissionalização do esporte são evidentes, mas a essência de um clássico permanece a mesma.

Na avaliação do ex-jogador, jogos como Brusque x Carlos Renaux carregam um peso diferente, no qual a camisa, a história e a tradição muitas vezes se sobrepõem ao momento vivido pelas equipes.

“Eu acho que clássico é uma coisa que já marca, né? Na cidade já marca muito, né? Ninguém gosta de perder um clássico, né? E os próprios jogadores também em campo, eles já sentem que o clássico é um jogo diferente, né? O clássico motiva muita gente, motiva famílias, motiva tudo, né? E o que eu falaria para eles é que teria que dar o máximo no jogo, né? Para tentar sair com a vitória, porque dá uma estabilizada no restante do campeonato.

Memória viva do futebol brusquense

Em 2021, Niltinho voltou a campo em um clássico festivo entre veteranos de Carlos Renaux e Paysandú, defendendo o Paysandú. O evento reforçou o quanto a história desses clubes segue viva na memória dos torcedores e na identidade esportiva da cidade.

Com o retorno do clássico em uma competição oficial, a entrevista concedida à Rádio Diplomata FM se torna um registro importante para preservar a memória do futebol brusquense e apresentar às novas gerações personagens que ajudaram a construir essa trajetória.

Ouça a entrevista completa:

As imagens a seguir retratam uma época de muito glamour, em que o futebol era marcado muito mais por paixão, e amor a camisa.

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