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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Encontro em Florianópolis atualiza andamento da subestação de energia de Botuverá

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Integrantes do Núcleo de Empresários da ACIBr, prefeito e vice se reuniram com o presidente e diretores da Celesc nesta quarta-feira, 14 de janeiro

A construção da subestação de Botuverá foi tema de reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, em Florianópolis, entre integrantes do Núcleo de Empresários de Botuverá da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr), representantes da Prefeitura de Botuverá e da Celesc. O encontro teve como objetivo atualizar os trâmites da obra, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico do município e da região.

Participaram da reunião o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa; o diretor técnico de distribuição, Cláudio Varella; o vice-presidente da ACIBr, José Augusto Werner; o vice-presidente territorial de Botuverá da entidade, Edson Rubem Muller; os empresários Junior Barni e Fernando Fadel; além do prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky; do vice-prefeito, Kaioran Paloschi Paulini, e demais diretores da estatal.

Previsão

Durante o encontro, a Celesc apresentou o cronograma da obra, que prevê um prazo de execução de 14 meses. A licitação deve ocorrer até março deste ano e, no segundo trimestre, será assinada a ordem de serviço para o início da construção. A previsão é que a subestação entre em operação no primeiro semestre de 2027. O investimento estimado é de R$ 64,4 milhões.

Segundo o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, a obra reforça o compromisso da companhia com o crescimento de Botuverá. “A Celesc tem uma parceria muito grande com Botuverá, uma cidade que cresce muito, e nós não podemos atrapalhar esse crescimento. Houve um convênio importante com a prefeitura, que cedeu o terreno e segue trabalhando nele com a terraplanagem para que tenha condições de receber uma grande subestação, de 40 mil kVA”, afirmou.

O presidente informou que, como medida de antecipação, a Celesc já adquiriu o transformador principal da subestação. “Um transformador desse porte levaria quase dois anos para chegar. Se esperássemos a licitação, não conseguiríamos cumprir os prazos. Por isso, antecipamos a compra para garantir que ele chegue no momento certo. Esse é o papel da Celesc: antecipar e não atrapalhar”.

O diretor técnico de distribuição da Celesc, Cláudio Varella, ressaltou a importância da subestação para diferentes setores do município. “Ela é fundamental para o crescimento industrial, comercial e também turístico da região, fomentando o desenvolvimento de todo o contexto local”, disse.

Varella detalhou ainda os ganhos técnicos da obra. “A subestação terá capacidade de 40 mil kVA. Hoje, Botuverá é atendida por dois alimentadores e passará a ser atendida por quatro, o que amplia a capacidade do circuito e garante mais flexibilidade operacional. Se cair de um lado, é possível alimentar pelo outro, mantendo o sistema em funcionamento”, explicou.

Além disso, a subestação vai liberar cerca de 26 mil kVA que hoje saem de Brusque para atender Botuverá. “É um cenário de ganha-ganha para os dois municípios”, completou.

Avaliação positiva

Para o prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky, a parceria entre poder público, ACIBr e Celesc tem sido fundamental. “A ACIBr é parceira de longa data do poder público e foi essencial para viabilizar essa reunião. Entendemos a gravidade de não termos ainda a subestação, especialmente com o consumo de energia crescendo de forma acelerada no município”, destacou.

O prefeito também aproveitou o encontro para tratar de outras demandas. “Levamos à Celesc a questão das faltas de energia que ocorreram no final do ano, não só em Botuverá, mas em toda a região. Fomos muito bem atendidos e reforçamos que a prefeitura segue à disposição para essa parceria, para evitar novos problemas no futuro”, afirmou.

O vice-presidente da ACIBr, José Augusto Werner, avaliou o encontro de forma positiva. “Ficamos muito felizes em saber que o transformador já foi comprado, isso é um grande passo. A licitação será feita agora e a expectativa é termos a subestação em funcionamento em 2027. Foi uma reunião muito produtiva, esclarecemos todas as dúvidas”, disse.

Werner destacou ainda a urgência do investimento. “Botuverá está fora da curva, com aumento expressivo no consumo de energia. Há empresas com máquinas paradas por falta de capacidade elétrica. Saímos da reunião muito otimistas. Acredito que até o fim do ano teremos uma boa surpresa”, projetou.

Já o vice-presidente territorial de Botuverá da ACIBr, Edson Rubem Muller, enfatizou a importância do diálogo com a Celesc. “Ficamos positivamente surpreendidos com a participação de vários diretores da Celesc nesta reunião. Conseguimos expor nossos problemas e entender também as exigências e processos necessários para a construção de uma subestação”, afirmou.

Muller também destacou a decisão antecipada pela compra do transformador. “O transformador é o coração da subestação. Sabendo da demora para entrega de um equipamento desse porte, a antecipação foi muito prudente. É um passo extremamente importante”, avaliou. Segundo ele, os benefícios serão regionais. “Botuverá ganha, Brusque ganha, e a qualidade do fornecimento de energia melhora para todos”, concluiu.

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