Recurso será utilizado na compra de instrumentos, que possibilitará a criação das primeiras turmas permanentes de formação orquestral
A Fundação Cultural de Brusque conquistou um novo investimento para a educação musical do município. O Governo do Estado de Santa Catarina homologou a proposta apresentada pela instituição no Programa SC Cultura Boa, e garantiu o repasse de aproximadamente R$ 187,5 mil para a aquisição de instrumentos musicais destinados à implantação do ensino gratuito de música orquestral.
Os recursos serão investidos na compra de instrumentos de cordas, madeiras e metais, o que possibilitará a criação das primeiras turmas permanentes de formação orquestral. A iniciativa beneficiará principalmente crianças, adolescentes e jovens do município, ampliará o acesso à educação musical especializada e estabelece as bases para a futura criação da Orquestra Jovem de Brusque.
De acordo com o diretor-geral da FCB, Igor Alves Balbinot, a conquista representa mais um importante capítulo da trajetória de Brusque na formação de músicos. “Desde 2019, a cidade consolidou-se como referência regional por meio da Big Band Brusque Maestro Edino Krieger, grupo mantido pela Fundação Cultural que se tornou símbolo de excelência artística, formação de plateia e valorização da música instrumental. Com apresentações de alto nível e reconhecimento do público, a Big Band tornou-se uma das principais marcas culturais do município, demonstrando que investimentos contínuos na música geram resultados concretos e duradouros”.
Agora, Brusque dá um novo passo ao investir na formação de instrumentistas voltados à prática orquestral. “O sucesso da Big Band Brusque Maestro Edino Krieger demonstra que investir em formação de plateia, qualificação artística e valorização da música instrumental produz resultados concretos para a cidade. Ao longo dos anos, vimos teatros lotados, apresentações de excelência e uma crescente identificação da comunidade com esse projeto, que hoje é uma verdadeira marca da Fundação Cultural. Com este novo investimento, ampliamos esse legado e criamos as condições necessárias para formar uma nova geração de músicos, agora voltada ao universo orquestral”, destaca Igor.
Entre os instrumentos previstos estão violinos, violas eruditas, violoncelos, contrabaixos acústicos, clarinetes, saxofones, flautas transversais, trompetes e trombones. Os equipamentos foram selecionados com foco na qualidade, durabilidade e adequação ao ensino coletivo, garantindo melhores condições de aprendizagem e preservação do patrimônio público.
Para Balbinot, o projeto representa um investimento estratégico de longo prazo para o município. “Mais do que adquirir instrumentos, estamos estruturando uma política pública permanente de formação musical. Queremos que crianças e jovens tenham acesso gratuito a oportunidades que, muitas vezes, seriam inacessíveis pelo alto custo desses instrumentos. Assim como a Big Band se tornou motivo de orgulho para Brusque, acreditamos que a futura Orquestra Jovem poderá inspirar novas gerações, revelar talentos e fortalecer ainda mais a cultura do nosso município. Estamos plantando hoje as sementes de um projeto que poderá transformar vidas e marcar a história cultural de Brusque pelas próximas décadas”.
Além do desenvolvimento técnico e artístico, a prática orquestral contribui diretamente para a formação humana dos estudantes, estimulando disciplina, responsabilidade, concentração, sensibilidade, cooperação e trabalho em equipe. Dessa forma, o projeto também se apresenta como uma ferramenta de inclusão social e desenvolvimento comunitário.
Com a conclusão dos trâmites administrativos e a liberação definitiva dos recursos, os instrumentos serão incorporados ao patrimônio da Fundação Cultural de Brusque e disponibilizados gratuitamente aos alunos.
“Se a Big Band Brusque – Maestro Edino Krieger representa a consolidação de uma história construída com dedicação e excelência ao longo dos últimos anos, a implantação do ensino orquestral simboliza o olhar para o futuro. Um investimento na formação de crianças e jovens, na democratização do acesso à cultura e na construção de novos capítulos da música brusquense”, finaliza Igor.

