Sessão contou com presença do prefeito André Vechi e debate sobre finanças, saúde e demandas urbanas
A Câmara Municipal de Brusque realizou, na noite desta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a primeira sessão ordinária do ano, marcando oficialmente a abertura dos trabalhos legislativos. Apesar de os vereadores já estarem em atividade desde 12 de janeiro, com atendimentos à população, a sessão simbolizou o início formal do ano legislativo.
Como de costume, o chefe do executivo, participou da abertura. Em seu discurso, fez um balanço da gestão, reafirmou a parceria com o Legislativo e abordou temas relacionados às finanças do município.
Dívida herdada e situação financeira
Durante a fala, o prefeito revelou que o município terá de arcar com uma dívida de R$ 16 milhões, originada em 2003, durante gestão anterior. Segundo ele, R$ 1 milhão já foi pago em 2025 para evitar bloqueios judiciais, e o restante será parcelado, impactando investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Vechi também rebateu informações sobre um suposto rombo de R$ 20 milhões na Secretaria de Saúde, afirmando que Brusque encerrou 2025 com superávit de R$ 41,5 milhões.
Metas para 2026
O prefeito destacou ainda a importância do diálogo entre os poderes e afirmou que 2026 será um ano de desafios, reforçando a necessidade de cooperação entre Executivo e Legislativo para a execução de projetos e ações no município.
“Será um ano desafiador. Ano de eleição sempre exige trabalho dobrado, sendo o vereador candidato ou não. Tenho certeza que todos conseguirão se manter unidos e independentes”, pontuou.
O prefeito reforçou ainda a importância do equilíbrio entre os poderes e da construção coletiva de soluções para Brusque. Disse que muitos projetos foram debatidos e até retirados a pedido dos parlamentares, o que demonstra abertura ao diálogo e compromisso com a transparência.
Impacto de gestões passadas nas finanças atuais
Vechi também chamou atenção para o número de processos judiciais e penalidades herdados de administrações anteriores, que seguem impactando o orçamento do município. Para ele, esse cenário reforça a necessidade de planejamento e responsabilidade na gestão pública.
Mesmo diante das dificuldades, o prefeito reiterou o compromisso com a transparência e com a continuidade dos investimentos na cidade. “A população precisa compreender a realidade financeira do município. Estamos fazendo nossa parte”, concluiu.
Demandas levantadas na sessão
Entre os temas debatidos pelos vereadores, o parlamentar Joubert Loungen denunciou o descarte irregular de fios e entulhos no prédio da antiga Telesc, no Centro, apontando risco à saúde pública devido ao acúmulo de água parada.
O presidente da Câmara, Jean Dalmolin, informou que um requerimento solicitando fiscalização da Vigilância Sanitária já foi protocolado e que equipes da Vigilância e do Procon estiveram no local, onde foi confirmado foco do mosquito Aedes aegypti.
Outro assunto abordado foi a falta de capacidade da rede elétrica no bairro Bela Vista, o que estaria dificultando a ampliação de pequenos empreendimentos. Um requerimento foi encaminhado à concessionária responsável.
Acompanhe em áudio a repercussão completa da.



