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Mutirão de biópsias dermatológicas em Brusque prioriza casos com suspeita de câncer de pele

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Dermatologista Bárbara Klein falou ao Programa da Hora sobre a importância do diagnóstico precoce e prevenção

A Secretaria de Saúde de Brusque iniciou na última terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 a primeira fase do mutirão de biópsias dermatológicas, com foco na investigação de lesões suspeitas de câncer de pele. A ação acontece na Policlínica e, a partir de agora, os atendimentos serão realizados todas as terças-feiras, voltados aos pacientes que já estavam na fila de espera.

Ao todo, 448 pessoas aguardam pelo procedimento. A ordem de chamada segue o sistema de regulação, mas os casos classificados como prioridade amarela quando há maior suspeita de gravidade, como possível câncer de pele têm atendimento preferencial.

O objetivo do mutirão é acelerar os diagnósticos e, consequentemente, garantir que os tratamentos sejam iniciados o quanto antes quando necessário. O câncer de pele é considerado o tipo mais frequente no Brasil e no mundo, e o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

O tema foi destaque em entrevista ao vivo no Programa da Hora da Rádio Diplomata FM, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro com a médica dermatologista Bárbara Klein, que reforçou a importância da atenção constante aos sinais do corpo.

“O câncer de pele é um problema de saúde pública em nosso país. É o câncer mais comum tanto no Brasil quanto no mundo. E quando pensamos em câncer de pele, geralmente lembramos do melanoma, que é aquele câncer mais grave, que pode dar metástase. Porém, a gente também não pode esquecer do principal tipo de câncer de pele, que são justamente os carcinomas”, explicou.

Segundo a médica, os carcinomas são mais frequentes e podem surgir com sinais que muitas vezes passam despercebidos. “Os carcinomas são aquelas lesões que geralmente são avermelhadas, coçam, sangram e não cicatrizam”, detalhou.

Durante o mutirão, as lesões suspeitas passam por biópsia e o material coletado é encaminhado para análise laboratorial, responsável por confirmar ou descartar o diagnóstico. Caso a doença seja confirmada, o paciente é direcionado para o tratamento adequado.

“Tendo essa confirmação, a gente procede para o tratamento, que na maior parte das vezes acaba sendo cirúrgico. As cirurgias de baixa complexidade são realizadas na Policlínica com anestesia local. O paciente está acordado, consciente, acompanhando todo o procedimento, mas ele não sente nada”, afirmou.

Ao final da entrevista, Bárbara Klein reforçou orientações importantes para prevenção e cuidados com a pele. “A dica de ouro é: observem a pele de vocês. Qualquer mancha que não cicatrize, que coça ou que sangra, procure o médico dermatologista. Usem protetor solar e evitem exposição excessiva ao sol. O diagnóstico precoce é essencial para elevar as chances de cura”, finalizou.

Ouça a entrevista completa.

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