Abalo atingiu a região de Mindanao, provocou desabamentos, deixou centenas de feridos e gerou alerta de tsunami em áreas costeiras
Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul das Filipinas na madrugada desta segunda-feira, 8 de junho de 2026, provocando mortes, destruição e deixando centenas de pessoas feridas. O epicentro foi registrado no mar, próximo à costa da ilha de Mindanao, uma das principais regiões do sul do país.
De acordo com atualizações das autoridades locais divulgadas pela imprensa internacional, ao menos 37 pessoas morreram e quase 500 ficaram feridas em consequência do forte abalo sísmico. Inicialmente, os balanços apontavam pelo menos 32 mortes e mais de 200 feridos, mas os números foram atualizados com o avanço das operações de resgate.
A cidade de General Santos está entre as localidades mais atingidas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram momentos de pânico durante o tremor, incluindo o desabamento parcial de um prédio comercial. Em uma escola da cidade, alunos e professores buscaram abrigo enquanto parte da estrutura do telhado cedia com a força do terremoto.

Além dos desabamentos, o tremor causou danos em casas, prédios públicos, pontes, rodovias e estruturas de atendimento à população. O aeroporto internacional de General Santos chegou a ter operações afetadas, enquanto equipes técnicas passaram a avaliar a segurança de escolas, hospitais e demais prédios atingidos.
O terremoto também provocou deslocamento de moradores. Milhares de pessoas precisaram deixar suas casas por causa dos danos estruturais ou por medida de segurança. Abrigos temporários foram organizados para receber famílias desalojadas.
Após o abalo principal, autoridades emitiram alertas de tsunami para áreas costeiras das Filipinas e de países próximos. Ondas de cerca de um metro foram registradas em alguns pontos, mas os alertas foram posteriormente suspensos. Mesmo assim, moradores de regiões litorâneas foram orientados a permanecer atentos e seguir as recomendações da defesa civil.
Equipes de emergência, bombeiros, militares e profissionais da saúde permanecem mobilizados nas áreas afetadas. Os trabalhos se concentram na busca por possíveis vítimas, remoção de escombros, atendimento aos feridos e restabelecimento de serviços essenciais, como energia, comunicação e transporte.
O governo filipino também monitora a possibilidade de novos tremores secundários, situação comum após terremotos de grande magnitude. A orientação às comunidades atingidas é evitar o retorno a prédios danificados até que haja avaliação técnica e manter atenção aos comunicados oficiais.
As Filipinas ficam localizadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica e vulcânica do planeta. Por isso, o país registra com frequência terremotos de forte intensidade, especialmente em áreas próximas a falhas tectônicas e zonas costeiras.
As autoridades seguem em alerta enquanto atualizam os números de vítimas e prejuízos causados pelo desastre.
