Em entrevistas à Rádio Diplomata, juízas falaram sobre a organização do pleito e a manifestação dos eleitores; delegado explicou o apoio policial e as prisões em flagrante
A abertura da votação neste domingo, 4 de outubro, foi acompanhada pela equipe de jornalismo da Rádio Diplomata no Fórum de Brusque. A doutora Joana Ribeiro, juíza da 86ª Zona Eleitoral, a doutora Hiolanda Wolkman, da 5ª Zona Eleitoral, e o delegado Fernando de Farias, titular da Diretoria de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, conversaram com a imprensa sobre o início do pleito, as orientações aos eleitores e o trabalho das instituições ao longo do dia.
As entrevistas destacaram a preparação para a votação, os cuidados com a manifestação de preferência política e a atuação da Polícia Civil em apoio à Justiça Eleitoral.
Preparação e expectativa de tranquilidade
A juíza Joana Ribeiro ressaltou o trabalho realizado antes da abertura das seções e a expectativa de que a votação transcorra de forma regular.
“A expectativa é a melhor possível. A gente trabalhou muito, cuidou de todos os detalhes. Esperamos que seja um domingo tranquilo, que os trabalhos fluam de forma regular, sem muitas ocorrências”, afirmou.
A magistrada também reconheceu a importância da imprensa na divulgação das informações e no acompanhamento das eleições.
No panorama apresentado no início da manhã, foi relatado um atolamento de papel em uma urna na localidade de Barra da Areia, em Botuverá. Um técnico já havia sido encaminhado ao local para verificar a situação. Até o momento da entrevista, não havia sido informada a conclusão do atendimento.
Manifestação individual e silenciosa
A juíza Hiolanda Wolkman reforçou as orientações sobre o comportamento dos eleitores neste domingo, especialmente em relação à propaganda eleitoral e à formação de aglomerações.
“Hoje, não pode mais haver propaganda eleitoral. Cada eleitor pode fazer a sua manifestação individual e silenciosa, não pode haver aglomeração”, destacou.
Caso seja identificada uma situação irregular no local de votação, a orientação é comunicar o presidente da mesa ou o administrador do prédio. Esses responsáveis poderão entrar em contato com o cartório eleitoral e providenciar o registro em ata.
A magistrada também destacou a preparação da Justiça Eleitoral e a expectativa de um dia tranquilo de votação.
Urna passa por teste de autenticidade
Durante as entrevistas, a Justiça Eleitoral informou a realização de um teste de autenticidade dos sistemas eleitorais em uma urna de uma seção da 5ª Zona Eleitoral, no Colégio Araújo. Segundo o relato, foi a primeira vez que uma urna de uma seção dessa zona foi sorteada para o procedimento.
A verificação seguiu o roteiro previsto e contou com a presença da presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de fiscais de partidos e de uma técnica da Justiça Eleitoral.
Conforme informado à imprensa, o teste transcorreu normalmente, e a urna estava em conformidade com as verificações realizadas.
Polícia Civil acompanha o dia de votação
O delegado Fernando de Farias explicou que a Polícia Civil iniciou os trabalhos nas primeiras horas do dia, com atuação nas ruas, fiscalização e apoio à Justiça Eleitoral.
Segundo ele, durante a noite e a madrugada não foram registradas ocorrências de crimes eleitorais nem chegaram denúncias ao conhecimento da equipe.
“Até o presente momento, tudo corre dentro da mais pura normalidade”, afirmou o titular da DIC de Brusque.
A avaliação correspondia ao momento da entrevista, realizada na abertura do pleito. O trabalho policial segue ao longo do domingo, com atendimento a denúncias e apoio às demandas da Justiça Eleitoral.
Prisão em flagrante permanece possível
Fernando de Farias também esclareceu que as restrições a prisões durante o período eleitoral não impedem a prisão de uma pessoa flagrada cometendo um crime.
“Se a pessoa for pega em flagrante cometendo algum crime eleitoral hoje, ou qualquer outro tipo de crime, ela vai ser presa, vai ser autuada”, explicou.
O delegado ressaltou que a restrição mencionada envolve o cumprimento de determinados mandados de prisão e não representa uma proibição geral à atuação policial.
Para comunicar possíveis irregularidades, ele orientou a população a utilizar os canais de denúncia da Polícia Civil, incluindo as plataformas disponíveis no site da instituição.
“Qualquer pessoa pode entrar ali e formalizar um boletim de ocorrência ou até mesmo formalizar uma denúncia através do site. Essas denúncias chegam imediatamente para nós”, destacou.
As entrevistas integram a cobertura especial da Rádio Diplomata, que acompanha o dia de votação e os desdobramentos do pleito em Brusque e região.



