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Vídeo: Polícia Civil descarta tentativa de sequestro em loja de Brusque e alerta sobre mensagens sem comprovação

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Imagens de segurança mostram que funcionário auxiliou criança a encontrar os pais; outro relato, referente a 24 de setembro, permanece sob investigação

A Polícia Civil descartou a informação de que uma criança teria sido alvo de uma tentativa de sequestro dentro da loja Aqui é 10!, no Centro de Brusque, no último sábado, 3  de outubro. O esclarecimento foi apresentado nesta terça-feira, após a circulação de mensagens e áudios sobre supostas tentativas de sequestro no município.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), Fernando Farias, a análise das imagens das câmeras de segurança confirmou que o homem mencionado no relato era um segurança do estabelecimento. Ele abordou a criança, que circulava sozinha pela loja, e a auxiliou a encontrar os pais.

“Esse fato é totalmente descartado. Não houve nenhuma tentativa de sequestro dessa criança”, afirmou o delegado.

Estabelecimento esclareceu a abordagem

Antes da manifestação da Polícia Civil, a gerência da loja já havia negado a tentativa de sequestro. O estabelecimento informou a um jornal local, que a criança se afastou dos responsáveis enquanto procurava o pai.

Conforme a versão da gerência, o segurança perguntou se o menino estava sozinho ou perdido e, ao saber que procurava o pai, ajudou a localizá-lo. A empresa também afirmou que o funcionário não tocou na criança e que as câmeras registraram a movimentação dos envolvidos.

Ainda segundo o estabelecimento, a família permaneceu na loja após o encontro e não procurou a gerência para relatar a situação.

Mensagens mobilizaram pais e professores

O delegado regional Fernando de Fáveri informou que, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, a Polícia Civil recebeu diversas ligações de pais e professores preocupados com os relatos compartilhados em grupos de mensagens.

De acordo com ele, as informações estão sendo concentradas na DIC, responsável por acompanhar e verificar as situações comunicadas. O delegado ressaltou, porém, que muitos dos relatos divulgados não foram formalizados em boletins de ocorrência.

“A DIC vem cuidando desses casos e, muitos deles, não tiveram boletim de ocorrência registrado”, declarou.

Fáveri alertou que a circulação de informações sem comprovação pode provocar pânico entre as famílias. Segundo a manifestação dos delegados, até aquele momento não havia confirmação de uma sequência de tentativas de sequestro como a descrita nas mensagens.

Relato de setembro continua sob investigação

Ao esclarecer a situação, Fernando Farias informou que a única investigação relacionada aos relatos recentes envolve uma suposta tentativa de sequestro de criança na tarde de 24 de setembro.

Esse caso permanece em apuração. O delegado destacou que a existência do registro e da investigação ainda não significa que a tentativa de sequestro esteja confirmada.

“A gente está apurando essa situação como um todo, mas ainda não tem nada confirmado se realmente houve uma tentativa de sequestro ou não”, explicou Farias.

Polícia orienta a comunicar situações suspeitas

A orientação da Polícia Civil é que situações suspeitas sejam informadas diretamente às forças de segurança, para que possam ser verificadas. Os delegados também pedem cautela no compartilhamento de áudios e mensagens sem confirmação.

A manifestação diferencia o episódio da loja, descartado após a análise das imagens, do relato de 24 de setembro, que continua sob investigação. Sobre as demais informações que circulavam nas redes sociais, a polícia afirmou não haver, até aquele momento, registros específicos que confirmassem os casos.

Polícia Civil Padrao
Foto: divulgação/Polícia Civil
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