Membro do Conselho de Missão Mundial da Igreja Morávia na América do Norte, Justin Rabbach vai participar, de 12 a 14 de novembro de 2026, da conferência inaugural do Instituto de História Morávia e Patrimônio Mundial em Bethlehem, Pensilvânia (EUA). Dia, 14, ele vai apresentar um artigo e falar sobre a presença morávia no Brasil desde 1886, resgatada no livro de Saulo Adami: “Brüderthal – Pastor Wilhelm Gottfried Lange e os Primórdios da Igreja Morávia no Brasil” (Curitiba: Estrada de Papel, 2026). Há dois anos, os assentamentos da Igreja Morávia tornaram-se patrimônio mundial da Unesco, incluindo Bethlehem (Pensilvânia), Gracehill (Irlanda do Norte), Christiansfeld (Dinamarca) e Herrnhut (Alemanha). Desta última comunidade participavam o pastor Lange e as outras 112 pessoas que partiram com ele para o Brasil e fundaram há 140 anos o assentamento do Brüderthal, que deu origem ao município de Guaramirim, Santa Catarina, em 1949.
O evento norte-americano vai versar sobre a preservação, interpretação e importância global do patrimônio cultural morávio, destacando “abordagens inovadoras das humanidades digitais que revelam esforços para documentar e partilhar a história e o impacto” dos membros da Igreja Morávia. Em sua apresentação, Justin Rabbach vai questionar: “Como o trabalho missionário que se desenrola hoje pode ser documentado de forma a servir genuinamente aos futuros historiadores, comunidades e profissionais do patrimônio?”.

Este estudo de caso levanta questões: “O que gostaríamos de poder perguntar às comunidades morávias do passado? Como moldar o que preservamos das iniciativas missionárias atuais?” O trabalho no Brasil do século XXI, em contrapartida, está a desenrolar-se num “ambiente nascido digital”, onde, “em princípio, quase tudo pode ser conservado”. Seu estudo de caso descreve o “esforço para construir um arquivo digital deliberadamente estruturado desde o início da investigação e dela em diante, e as questões práticas e éticas que isso suscita.
O escritor Saulo Adami editou o livro “Brüderthal” com sua mulher Jeanine Wandratsch Adami. Para o casal de editores, ter a obra apresentada em um evento internacional da Igreja Morávia é motivo de comemoração. “Há mais de 20 anos, conheci o legado do pastor Lange, o livro que lançamos no Brüderthal em 12 de julho de 2026 abordou esta história a partir de documentos fornecidos pela própria igreja, oriundos da Alemanha, Estados Unidos, Espanha, França e Portugal, que me permitiram resgatar, reconstituir e publicar informações inéditas”, destaca Saulo Adami. “Isso é fascinante, somos muito gratos por mais esta possibilidade e compartilhamos esta conquista com todas as pessoas e instituições que contribuíram para a construção deste livro”, conclui Jeanine Wandratsch Adami.

