Pesquisa mostra crescimento do câncer de pele em Brusque; entrevista

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A cidade de Brusque foi base para uma pesquisa sobre a incidência do Câncer Melanoma. O estudo foi intitulado, “Epidemiologia do Melanoma no sul do Brasil: estudo de uma cidade no Vale do Itajaí, de 1999 a 2013”, conduzida pelo médico oncologista, Rodrigo Kraft Rovere, um dos responsáveis pelo Oncor – Centro de Oncologia e Hematologia, localizado em Balneário Camboriú.

Acompanhe a entrevista concedida ao Jornal da Diplomata.

Entrevista com médico-oncologista, Rodrigo Kraft Rovere, sobre pesquisa do câncer de pele.

“Infelizmente notamos que os números incidência estão entre os mais altos do mundo. Reforça bastante a necessidade de aumentar o conhecimento da doença de prevenção, faz pelo menos uns 15 anos – mostra que não é uma coisa aleatória e o gráfico vem aumentando”, destacou Rodrigo.  

Conforme apontado no relatório final, 212 pacientes participaram da pesquisa que avaliou o perfil epidemiológico dos pacientes. Os índices mostraram que mais de 50% das pessoas afetadas com a neoplasia são do sexo feminino. Dentro do aspecto pacientes, mulheres com idades acima de 51 anos são as principais vítimas do Câncer de Pele Melanoma.

“Coube a nós elaborar algumas hipóteses, pois não é uma coisa aleatória. A grande maioria é de origem europeia – pela clara e outra é que a maioria não tem o hábito de se proteger do sol”, frisou.

O trabalho na agricultura, para pacientes que residem em área rural e a exposição ao sol no litoral são outros dois fatores diretamente ligados.  

“Associado ao trabalho de sol a sol, desde manhã até a hora que o sol se ponha – além da cultura de praia muito grande, isso tudo contribui com alta incidência”, conclui.

O câncer de corresponde a uma parcela de 30% 30% de todos os tumores malignos registrados no país. O tipo melanoma, representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão, de modo que é considerado o tipo mais grave pela alta possibilidade de provocar metástase – que é a disseminação do câncer para outros órgãos.

“Pessoal acha que metabolizar bem a vitamina D precisa ficar o dia inteiro no sol – sendo que uma exposição meia-hora por semana já seria suficiente. Normalmente são pessoas que moram nos polos que precisam, coisa que numa região como a nossa não faz muito sentido”, comentou Kraft.

Texto final da pesquisa

Santa Catarina registra grande incidência do Câncer Melanoma

Mulheres com idades acima de 51 anos são as principais vítimas do Câncer de Pele Melanoma. Esse dado foi revelado na pesquisa feita com pacientes que moram em Brusque, cidade da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

A pesquisa “Epidemiologia do Melanoma no sul do Brasil: estudo de uma cidade no Vale do Itajaí, de 1999 a 2013” revelou que Santa Catarina é o estado brasileiro que possui uma das maiores taxas de incidência de Melanoma no país.

O estudo de 213 casos, foi realizado pelo médico oncologista, Rodrigo Kraft Rovere, um dos idealizadores do Oncor – Centro de Oncologia e Hematologia, localizado em Balneário Camboriú. 212 pacientes participaram da pesquisa que avaliou o perfil epidemiológico dos pacientes e mostrou que mais de 50% das pessoas afetadas com a neoplasia são do sexo feminino.

Os pacientes, moradores de Brusque, são na grande maioria, pessoas de descendência germânica – ou seja – com a pele mais clara e mais sensível a exposição solar.

Segundo o estudo, o tronco foi a região mais acometida pelo Câncer de Pele Melanoma, seguido pelos membros superiores. O Melanoma cutâneo é uma neoplasia altamente agressiva com crescente aumento em todo mundo. Esse estudo foi pensando com o objetivo de detectar as características clínicas e histopatológicas do Melanoma Cutâneo.

De acordo com o estudo, os melanomas de espalhamento nodular e superficial foram os mais frequentes detectados nas análises histológicas. Eles foram mais prevalentes que outros subtipos histopatológicos. A pesquisa não revelou diferença estatística significante entre os melanomas invasivos e não invasivos. Já entre os melanomas invasivos, aqueles com espessuras de Breslow, foram mais prevalentes nos pacientes que participaram do estudo.

A pesquisa, idealizada pelo oncologista do Oncor, é uma contribuição a medicina para identificar e auxiliar no acompanhamento de pessoas que apresentam maior probabilidade de ter a doença. Para Rovere, a melhor forma de se prevenir do Câncer de Pele Melanoma Cutâneo, é a exposição solar com responsabilidade, ou seja, com uso de proteção solar, roupas de algodão, chapéu e óculos de sol, e, claro, em horários específicos, antes das 10 horas da manhã e após às 16 horas.

O Câncer de Pele é o mais frequente em pacientes do Brasil, corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. O melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase – que é a disseminação do câncer para outros órgãos. Mas o prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial.

médico oncologista, Rodrigo Kraft Rovere, um dos idealizadores do Oncor – Centro de Oncologia e Hematologia
Médico oncologista, Rodrigo Kraft Rovere, um dos idealizadores do Oncor – Centro de Oncologia e Hematologia (Foto: Divulgação).

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