Crônica: Dia Mundial do Trabalhador da Humanidade

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É vindouro, um verbo galopa nas montanhas e se aproxima na medida que a brisa recua no monte, que divide o nosso campo de visão. A partir dele, como um véu que descortina para o casamento, um matrimônio vivo será celebrado.

Os céus e a terra e todos os confins do universo serão testemunhas, novamente, do nosso sim à vida na batalha mais temida contra as trevas. Despertar, é também um bom verbo, contudo, não tão perfeito para o que advém. 

A vida pandêmica, sem forma e vazia, que paira no abismo do moderno século, será curada por um novo sopro – não seja seletivo, leitor, pois não é de religião o termo, caso tenhas pendido para tal interpretação (de modo bem subjetivo, compreendo). 

Se recorro às gênesis, é para demonstrar, de forma primária, que o ciclo terá um fim e haverá um “novo normal” – como dizem os intelectuais, que uso para permanecer no entendimento da atualidade. Não importa quantos dias esta noite de quarentena vai durar; sempre há um amanhecer, para o descanso do enfado de criar a partir do nada. Deus assim fez e no sétimo dia contemplou sua obra (viu que tudo era bom); chegará a nossa hora, entretanto, o momento requer trabalho árduo. 

Girassóis embelezam a natureza dos raios solares, um lembrete do brilho da vida.
Girassóis embelezam a natureza dos raios solares, um lembrete do brilho da vida (Foto: Juliane Ferreira)

Não temos acesso à planta arquitetônica e a consciência é nossa única ferramenta. Somos operários deste tempo e com saberes diferentes, um sábio disse. Enquanto alguns levantam tijolos, outros, por não saberem da lida derrubam blocos. É tudo questão de engenharia sincrônica entre a mente, coração, alma, espírito e do próprio corpo coletivo. Existe uma comparação interessante que uso como intervalo desta fabricação textual.

Há órgãos que servem à inteligência, recomendação para um estado de saúde mais protegido imunologicamente, porém, pelo desvio de vocações, muitas vezes, a inteligência só é usada para atender aos anseios do organismo, patologicamente mortal. Enquanto que a terra usa da gravidade para retornar o homem ao pó, as leis superiores fazem o contrário, elevam seus atributos às alturas. 

Um piloto "desenhou" um coração no céu, sobre os hospitais da capital, para agradecer aos profissionais de saúde pela sua bravura e dedicação durante a pandemia
Um piloto “desenhou” um coração no céu, sobre os hospitais da capital, para agradecer aos profissionais de saúde pela sua bravura e dedicação durante a pandemia (Imagem/Reprodução)

Retomo os labor. A pandemia é o fim de um tempo e o princípio do mesmo, são fendas que ao se unirem soldam a esperança original. Todos os firmamentos se fizeram a partir da luz. Assim como a rocha suporta a natureza, como o cimento que mantém os pés da casa, a energia da vida (o fluído ou sopro do espírito) é para nós o barro divino. 

Neste instante, tudo está em reforma e parece que vai desmoronar; são resultados impactantes da destruição. Infelizmente, muitas vidas são perdidas e creditadas à imprudência do destino e aos deslizes das mãos cruzadas. Jesus abriu os braços, mesmo na cruz, para construir sua obra. No céu estrelas morrem porém continuam brilhando, prefiro pensar desta forma.

O mundo, como um dia conhecemos, tornou-se obsoleto. A lista é imensa, de modo que sintetizo tópicos globais para exprimir o enunciado. 

Nossa arte (o belo e o trágico); os costumes (moral e ética); sorte (perder ou ganhar); economia (consumismo ou essencial); política ( Ser ou Estar); Esporte (recordes/limites ou cifras); direitos (universais ou individuais); saúde (patrimônio ou objeto) e Estados (entenda-se: todo tipo de poder, constituído ou não), entrarão no museu das existências. 

Na na galeria da história e veremos o quão estético, artificial, era a nossa vã realidade, dentre quadros surrealistas, trágicos entre as maravilhosas obras de arte humanas. 

O abraço fraterno, o perdão, a compaixão, a alegria, a liberdade, (o amor genuíno) são construções inalienáveis que jamais sairá da exposição da linha temporal.

Cristo Redentor é iluminado com bandeiras de países
Cristo Redentor é iluminado com bandeiras de países (Foto: O Fotógrafo/Estadão)

Considero-me, ao seu lado, mais um trabalhador neste canteiro de serviços, diante de tantos mestres que passaram. Para findar, em homenagem ao Dia Mundial do Trabalhador da Humanidade, reconheço o quão utópico é esta planta literária e revolvo-me a natureza, fonte inesgotável de inspiração. 

O poeta constrói pela massa das palavras, é o guardião da pedra filosofal da estética. A poesia embrulha seus versos na eternidade, disponível para todo ser que respira ler e se admirar quão maravilhoso é viver. O verbo recitado, cavalga no pasto verdejante, que cultivamos pela fé; continue crendo, nada nos faltará. 

Nebulosa planetária mais próximas do Planeta Terra, conhecida como Olho de Deus
Nebulosa planetária mais próximas do Planeta Terra, conhecida como Olho de Deus (Imagem/Hubble)

Haja Luz, o inexplicável tudo!

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