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Entenda o que levou a suspensão de aulas presenciais na Escola João Boos, em Guabiruba

Risco iminente: paredes sofreram rachaduras e chão cedeu; escola aguarda laudo técnico para buscar solução o mais rápido possível

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As aulas presenciais da Escola de Educação Básica (EEB) João Boos, estão suspensas até o dia 31 de março. A informação chegou por meio da insatisfação de alguns alunos, que, em contato com o Jornal da Diplomata, buscavam explicações da razão que levou a direção da escola a cancelar as aulas presenciais e manter, apenas, no formato remoto.

O que dizem os alunos

Conforme contato feito por uma aluna, representante dos alunos da escola, desde o retorno das aulas no Estado, as turmas foram divididas em dois grupos, assim como as outras escolas da região, por conta da pandemia, e na semana em que era para o grupo desta aluna ter aula, teve apenas na segunda-feira. Na terça, as aulas presenciais foram canceladas por falta de professores e logo na quarta-feira todos os alunos foram informados que a Escola João Boos estaria fechando as portas durante todo o mês de março, não pela Covid-19, mas, sim, por reformas.

Conforme as informações, há rachaduras na cozinha e também nas salas 9 e 10 da escola. Mas os alunos observam que as salas foram todas reformadas, com colocação de lâmpadas novas, a troca do chão de madeira por piso e questionam: como não foi visto antes que a Escola precisaria passar por ainda mais melhorias, apenas agora, no retorno às aulas presenciais? Eles relatam que a escola está aberta, mão não pode receber alunos.

As aulas têm ocorrido através da plataforma Meet, que vem sendo usada para o ensino à distância durante o tempo de pandemia.

“Quero alertar os órgãos públicos e também a Prefeitura de Guabiruba para que isso não impeça mais que os alunos deixem de estudar por uma falta de responsabilidade. Nós, alunos, precisamos de uma educação decente! Neste tempo de pandemia já tivemos um grande atraso, atraso de sonhos, de metas e de conquistas…E vimos reforçar o quão essencial é a educação presencial em nossas vidas. Não podemos deixar que um vírus nos pare e nos impeça de estudar, são muitos futuros dependendo de um ensino de qualidade”. É o desabafo dos alunos da João Boos.

O que diz a direção

A Escola João Boos, fundada em 1968, passou por recentes reparos, com obras de reforma na parte superior do prédio e troca de telhado. Mas a situação atual se agravou, tendo em vista que além das paredes comprometidas com rachaduras, o chão também cedeu. As chuvas intensas do início do ano podem ter sido o motivo da danificação na estrutura da escola.

De acordo com a diretora da Escola de Educação Básica João Boos, Rosinei Ana Cugik dos Reis, o educandário retomou normalmente às aulas em fevereiro, seguindo todos os protocolos de segurança e obedecendo todos os critérios do Plano Municipal de Contingência (PlanCon). Conforme a capacitação das salas de aula, as turmas foram divididas em dois grupos. Quando ia ser feito o atendimento do grupo B, a Escola teve que cancelar as aulas presenciais e manter apenas no método remoto, em função de uma orientação da Secretaria Estadual de Educação, por conta de rachaduras que se abriram e comprometeram três colunas de duas salas de aula, como explica a diretora!

Diretora da EEB. João Boos, Rosinei Ana Cugik dos Reis

O que diz a Coordenação Regional

Charles Gerati, Supervisor Regional de Ensino da Coordenadoria Regional de Educação Brusque, que atende toda demanda das escolas estaduais dos oito municípios da regional, incluindo Guabiruba, destaca que desde o momento que foi informado pela escola do problema na estrutura do educandário, iniciou o monitoramento, que começou justamente junto ao início das aulas. Acompanhe!

“Comuniquei a Secretaria de Educação que estava havendo esse tipo de problema, tivemos uma visita da Defesa Civil de Guabiruba, que nos aconselhou que tivéssemos um laudo mais específico da parte de engenharia da Secretaria de Educação”, aponta. Esse laudo serve para apontar a periculosidade que possa ter as rachaduras nas paredes da escola. “Diante disso, achamos melhor cancelar as aulas presenciais, e passar a escola a 100% no formato remoto, onde o aluno não terá perca nenhuma no seu planejamento, e suas atividades, pois continuam com aulas, os professores continuam trabalhando com as plataformas que o governo oferece”, explica Charles.

Agora, a escola e a secretaria aguardam a visita da equipe técnica da SED para fazer a perícia para entender em que situação se encontra a estrutura das salas de aula. “Creio que até segunda-feira a gente tenha isso em mãos para podermos dar o segundo passo, conforme a equipe técnica, para saber se voltamos ao presencial ou se continuamos no modo 100% remoto. Não podemos liberar as turmas neste momento sem que a equipe nos dê um parecer e tranquilidade, que não possa haver nada de problemas e situações que possam machucar ou algo mais sério naquela parte da escola, onde todo mundo circula. Temos que pensar na segurança de todos: alunos, professores, equipes de gestão, servidores que por ali passam e trabalham no dia a dia”, finaliza.

Charles Gerati, Supervisor Regional de Ensino da Coordenadoria Regional de Educação Brusque
Rachaduras nas paredes da escola estadual. (Foto: Divulgação)

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