‘A Curva da Aparênça’ é interpretada por alunos da Apae de Brusque e encanta público na Semana do Folclore

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A lua cheia que iluminou o céu no início da noite de sábado, 21 de agosto, trouxe ainda mais mistério e encantamento ao espetáculo ‘Contos e Estórias’, promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Brusque.

Muita criatividade e entusiasmo pode ser visto no palco montado no pátio da instituição, durante as apresentações do conto ‘A Curva da Aparênça’, projeto que envolveu cerca de cinquenta pessoas, entre alunos, professores e coordenação. A comunidade pode conferir de perto o espetáculo, através do formato drive-in, ou seja, de seus carros.

Pais e amigos dos estudantes, como também diversas outras pessoas e até famílias inteiras, prestigiaram o espetáculo cultural que teve como intuito valorizar a Semana do Folclore Brasileiro e a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência.

“Hoje a Apae de Brusque, a primeira Apae de Santa Catarina, que completa no mês de setembro 66 anos, está promovendo um teatro muito lindo de se ver. Um trabalho muito grande desenvolvido pelos nossos professores, que conseguiram fazer com que os nossos alunos participassem deste espetáculo tão bonito. A presença de pais e convidados, comunidade, está muito linda em nosso pátio. E é isto o que a Apae se propõe a fazer, a inclusão, trazê-los a participar de todas as atividades possíveis. Eles se sentem realizados e nós, muito mais”, ressaltou o presidente Renato Roda.

As apresentações foram realizadas das 18h às 20h, com duração de 15 minutos cada uma, a fim de possibilitar que um maior número de pessoas conseguisse prestigiar. E o público não só marcou presença, como interagiu de seus veículos com sinais de luz e buzinas para aplaudir os alunos. No palco, o narrador dava o tom da história, interpretada com muita alegria pelos ‘alunos atores’ a cada apresentação. “Estamos realizando um sonho, de muito tempo atrás. Sempre tivemos a ideia de fazer algo relacionado à cultura de Brusque, algo feito pela Apae, para a comunidade. E quando apresentamos a proposta, todos se envolveram, diretoria, coordenação, professores e alunos. Estamos há um mês nos preparativos, nos divertindo com toda esta produção. Hoje é o grande dia, momento em que eles podem mostrar suas habilidades e este é o objetivo do projeto, mostrar a capacidade dos nossos alunos de interpretar, de produzir, de se dedicar ao projeto. Cada etapa de tudo o que foi feito, tem a mão deles. E isso é uma grande conquista”, enalteceu o professor da Apae e autor do cordel ‘A Curva da Aparênça’, Marcelo da Silva Gomes.

Quem também se uniu ao espetáculo foram as figuras folclóricas regionais, os Pelznickel, através de uma parceria com a Sociedade do Pelznickel, de Guabiruba. Entre as apresentações, eles percorreram o pátio, cumprimentando de um jeito bastante peculiar, adultos e crianças que estavam em seus veículos. A pergunta para cada um era a mesma: ‘você está se comportando?’. Dependendo da resposta, um aviso era dado. “Recebemos o convite da Apae e para nós é sempre uma oportunidade de resgatarmos as tradições, de levarmos às crianças e adultos esta cultura. A receptividade sempre é muito gratificante, todos gostam”, comenta Denis Fischer, integrante da Sociedade do Pelznickel.

De acordo com o artista visual e arte educador da Apae de Brusque, Evailson Inomata, o Vavá, o espetáculo foi pensado em possibilitar a arte ao maior número de pessoas, especialmente neste período da Semana do Folclore. “Resolvemos fazer este evento trazendo um conto local da cidade de Brusque, além de agregar outros elementos folclóricos, como a Bernunça e o Boi de Mamão. E nessa linha de fortalecer a arte e a cultura, ficamos felizes em ter conosco a banda Sábado Soul e a Sociedade do Pelznickel, que enriqueceram ainda mais nosso espetáculo. Quando fazemos esse movimento de mostrar que a arte é importante, que podemos envolver um maior número de pessoas, a gente começa a entender que a cultura faz com que uma nação, uma comunidade, possa crescer. Estamos muito felizes com todo o resultado”, enfatizou.

Orgulho e entusiasmo

Quem não tirou os olhos do palco foi o casal Pedro e Tereza de Oliveira, pais de Pedro Henrique, de 30 anos. Aluno da Apae de Brusque desde os primeiros anos de vida, assistir o filho no palco, emocionou os pais, que acompanharam o entusiasmo e ansiedade de Pedro Henrique durante o último mês, período em que ensaiou e se preparou para o espetáculo. “Ficamos muito felizes em vê-lo e também a todas as crianças”, contou o pai. “Ele estava muito ansioso, ele gosta de vir, de participar, de se envolver nos projetos e com esse não foi diferente. O Pedro Henrique é muito inteligente, um garoto que não reclama de nada, uma bênção”, comentou a mãe. No palco, Pedro Henrique deu vida a uma figura folclórica centenária, o Boi de Mamão, demonstrando sua alegria e criatividade em cada uma das cinco apresentações que participou no sábado.

Entre o público, a família de Carla Rafaela de Oliveira foi uma das que marcou presença no evento. Acompanhada do marido Jailson Mafra, do cunhado Alexandre, do filho Davi e do sobrinho Matheus, ela ficou bastante empolgada com o espetáculo. “É a primeira vez que saímos em uma experiência diferente. Nosso menino é autista, frequenta a Apae e nos encantamos com a apresentação e com ele, que gostou demais. Foi realmente incrível, algo que nos deixa até emocionados”, complementou Carla.

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