Alô Mamãe: Projeto da UBS Jardim Maluche acolhe mulheres durante gestação

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Utilidade pública

A pandemia mudou a rotina das pessoas. A maioria precisou se reinventar em suas funções e ações. E muitos frutos positivos malucheresultaram dessas atividades diferenciadas. Uma delas foi na Unidade Básica de Saúde (UBS), do bairro Jardim Maluche, em Brusque, que concentrou as atenções também para as gestantes. Grupo que também sentiu as consequências de gerar uma nova vida no meio do caos e das incertezas.

Mais de cem gestantes já participaram das ações que envolvem profissionais e pessoas da comunidade. (Foto: Divulgação/SECOM)

O projeto, Alô Mamãe, ganhou vida. O nome, conforme a idealizadora, a dentista, Renata Flach é justamente em menção ao contato entre elas, que foi via celular, já que as atividades presenciais estavam proibidas.

Renata, nesse período teve um bebê e foi nesse momento que as ideias surgiram. “Precisei me afastar, estávamos trabalhando um pouco a distância e pouco presencial. Então fizemos grupos de gestantes via WhatsApp de Saúde para criar uma rede de apoio. Ali eu encaminhei vídeos sobre os assuntos pertinentes, por exemplo, parto normal ou cesárea, dúvidas sobre amamentação. Enfim, uma série de temas. A cada 15 dias eu enviava um material, e aí a partir daí conversamos online, sobre os questionamentos delas.”, explicou.

Com o passar do tempo, os números da Covid-19 foram baixando, as integrantes do projeto passaram a se encontrar presencialmente. Três vezes por semana. “Iniciei com atendimentos odontológicos, os quais são muito importantes no pré-natal. E também comecei com pinturas de barriga, exercícios de alongamento e relaxamento, isso gerou uma maior proximidade, reiterando a unidade de saúde como um local de referência e acolhimento para gestante”, contou ela. Devido aos protocolos de saúde, os encontros eram com números reduzidos de gestantes.

O projeto em mais de um ano de existência já atendeu mais de 100 mulheres. E conta com o apoio de todos os profissionais da UBS.

Naninhas

Associado a essas ações também acontece a entrega de naninhas, ou seja, um travesseiro artesanal que visa transmitir segurança para o bebê e simboliza a presença materna. Essa produção é de responsabilidade da agente comunitária de saúde, Teresina Alvarina Fagundes de Moraes, a Tere. Com doações, ela produz em casa as peças e entrega para as mamães.

“É uma forma de carinho com elas, um cuidado diferenciado. Eu confecciono elas na minha casa, com tecidos e fibras que vem de doação. Naninha é um amiguinho de berço do bebê, é um travesseirinho que eles dormem abraçados. Até algumas crianças de dois anos que vem na unidade a gente dá, elas adoram”, contou ela.

Kits com roupas para meninos e meninas são doados para pacientes que tenham necessidade. “Um casal aposentado, vizinho na UBS faz as roupas e realiza as doações. Entregamos para aquelas que não podem comprar”, contou Teresina. O projeto também entrega uma espécie de bolsa térmica, artesanal, para quando o bebê sentir cólicas. “Fizemos também essa bolsa para as mamães, dentro tem sementes de chás que ajudam a aliviar as dores”, afirmou.

Finalizando ela ressalta que se sente feliz realizando essas atividades. “Eu me sinto bem fazendo isso. Eu acho muito gratificante. Eu me ajudo mais fazendo isso do que ajudo elas”, finalizou.

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