AVENIDA OTTO RENAUX É CASO DE ESTUDO EM WORKSHOP INTERNACIONAL

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A Avenida Otto Renaux, em Brusque, foi uma das vias que se tornou caso de estudo durante a 7ª edição do Workshop Internacional de Mobilidade Sustentável, realizado entre os dias 25 e 29 de outubro, pela Universidade de Ciências Aplicadas de Karlsruhe, da Alemanha. O evento virtual foi realizado em parceria com a UNIFEBE e a Universidade Distrital, da Colômbia, Universidade Mekelle, da Etiópia, Universidade das Filipinas, das Filipinas, Universidade Makerere, de Uganda, com a Universidade McGill e Universidade de Waterloo, do Canadá, Universidade de Nairobi, no Quênia, e com a Universidade de Ciências e Tecnologia Mawlana Bhashani, do Bangladesh.

Neste semestre, o intercâmbio virtual foi conduzido pelo professor de Ecologia de Tráfego, da Universidade de Karlsruhe, Jochen Eckart, e teve como desafio analisar diferentes ruas do mundo, sob a ótica da mobilidade ativa, ou seja, sem o uso do transporte motorizado.

Os acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo, Rafaela Goreski, Luis Henrique de Pinho, Giovanna Nunes Oberg, Eduarda Fischer Marchiori, Emily Camille da Costa, Gabriele Taís Paza, e Matheus Dalcegio Merisi, do curso de Engenharia Mecânica, representaram a UNIFEBE no Workshop Internacional. Ao longo dos cinco dias de programação e divididos em grupos com estudantes do Canadá, Colômbia e Alemanha, os estudantes contaram com o suporte dos professores Karol Diego Carminatti, Alexssandra da Silva Fidelis, Francisco Alberto Skorupa e Julio Cesar Frantz.

Os egressos Lucas Prado Chagas e Lucas Martinenghi Martins, que participaram de edições anteriores, também compartilharam suas experiências com os estudantes, contribuindo com sugestões.

Avenida Otto Renaux

A via brasileira estudada por duas equipes, foi a Avenida Otto Renaux, em Brusque, uma importante rua de ligação entre o Centro e os bairros São Luiz, Santa Rita, Santa Terezinha, São Pedro e Steffen. Para elaborar as propostas, pensando em formas de reduzir o tráfego de veículos e melhorar a mobilidade ativa da via, as duas equipes receberam materiais audiovisuais produzidos sobre o município de Brusque e a Avenida Otto Renaux. Os vídeos com o trajeto da rua percorrido de bicicleta e com as demais informações que serviriam de base para o trabalho, foram produzidos pelo acadêmico de Publicidade e Propaganda da UNIFEBE, Guilherme Felipe Bernardi.

Com os dados preliminares em mãos e dados técnicos, como plantas, medições e estatísticas enviadas pelos países, o desafio começou, e diariamente uma atividade diferente era proposta às equipes. No primeiro dia, os estudantes fizeram a Análise SWOT da rua, analisaram os pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades e, a partir disso, criaram o objetivo geral e os subobjetivos, propondo mudanças físicas e culturais. No terceiro dia de workshop, os grupos selecionaram alguns pontos das vias estudadas e fizeram imagens, comparando a atual situação, com as sugestões que seriam apresentadas. Para finalizar, as equipes que trabalharam as mesmas ruas se uniram e montaram uma apresentação, sugerindo pequenas e grandes intervenções.

Para Avenida Otto Renaux, as equipes focaram em ampliar o espaço para os pedestres e melhorar a segurança dos ciclistas. A proposta de pequena intervenção previa manter duas faixas para o tráfego de veículos, com estacionamento somente em um lado da via, adicionar uma ciclofaixa e melhorar as condições das calçadas, com o aumento da largura do passeio e padronização da pavimentação.

Já nas grandes intervenções os estudantes sugeriram a redução de uma faixa no tráfego de veículos, fazendo com que a via tivesse apenas uma pista de rolamento. Além disso, o grupo sugeriu a criação de uma faixa universal para estacionamento de carros, ônibus e bicicletas, aumento das larguras das calçadas e implantação de uma ciclofaixa em outro sentido, para que os ciclistas pudessem ir e vir em direção bairro/centro e centro/bairro pela Avenida.

A acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, Eduarda Fischer Marchiori, foi uma das estudantes que analisou a via e sugeriu soluções com foco na mobilidade ativa. “Hoje, os pedestres e ciclistas competem com os carros, e o objetivo da mobilidade ativa é tornar a cidade mais atrativa para essas pessoas. Com o workshop a gente vê que isso funciona em outros lugares. Na Alemanha, por exemplo, que tem uma situação muito parecida com Brusque, eles já conseguiram mudar muitos hábitos, além da infraestrutura da cidade para atender essa nova realidade”, explica a acadêmica Eduarda.

Além da Avenida Otto Renaux, outras cinco equipes analisaram as vias, Avenue Du Mont Royal, no Canadá, Engativá, na Colômbia, e Rheinstraße, na Alemanha. Para a acadêmica Emily Costa, que estudou a Avenue Du Mont Royal, em Montreal, no Canadá, o workshop contribuiu para pensar em realidades diferentes. “Foi ótimo para o meu currículo e também foi incrível juntar ideias e conhecimentos de várias culturas diferentes, com um objetivo em comum: propor melhorias para as cidades”, enfatiza Emily.

Programação

Com o intuito de contribuir com a formação dos acadêmicos e auxiliá-los na elaboração das propostas, as universidades participantes promoveram uma série de palestras virtuais. Nas apresentações, os professores mostravam um pouco da realidade do país e da cidade que seria estudada. No primeiro dia do evento, o professor da Universidade de Karlsruhe, Christoph Hupfer, desejou as boas-vindas aos estudantes e falou sobre a realidade da Alemanha. Representando Brusque e a UNIFEBE, os professores Karol Diego Carminatti e Francisco Alberto Skorupa, apresentaram o Plano de Mobilidade Urbana de Brusque, com foco na mobilidade ativa, desenvolvido pela instituição a pedido do Poder Público.

“Por mais que tivéssemos nacionalidades diferentes trabalhando nesses grupos, os objetivos são muito parecidos. Todos buscamos dar mais espaço para as pessoas, para os ciclistas, e diminuir os nossos erros passados, que foi o de dar tanto espaço para os veículos. Ver vários países trabalhando em conjunto para que as pessoas tenham mais espaços nas cidades é o primeiro passo dessa mudança não só de infraestrutura, mas cultural”, salienta o professor Karol.

UNIFEBE e Universidade de Karlsruhe

Desde 2017, a parceria entre a UNIFEBE e a Universidade de Karlsruhe, na Alemanha, tem proporcionado que os acadêmicos das duas instituições compartilhem cultura e conhecimento, por meio do Workshop de Mobilidade Sustentável. O workshop integrava o projeto de Mobilidade Sustentável, que o município de Brusque firmou com o Distrito de Karlsruhe, que, por sua vez, está contido no macroprojeto “50 parcerias Municipais pelo Clima”, e que tinha como parceiros de cooperação a UNIFEBE e a Universidade de Karlsruhe.

Com o objetivo de viabilizar outras mobilidades acadêmicas, as duas instituições de ensino firmaram um Acordo de Cooperação, independentemente ao projeto do município, que perdura até hoje. Responsável por manter esses laços com as universidades parceiras, o setor de internacionalização da UNIFEBE viabilizou a participação da instituição no 7º Workshop de Mobilidade Sustentável e deu todo o suporte aos professores, estudantes e egressos participantes do evento.

“A parceria entre a UNIFEBE e a Universidade de Karlsruhe é de longa data. Já aprendemos muito com os professores e estudantes alemães e com o quanto eles se dedicam em estudar formas de transformar, por meio da mobilidade sustentável, o mundo em que vivemos. A cada edição percebemos que o tema se torna cada vez mais pertinente e necessário, e que é na universidade, a partir da educação, que podemos mudar o futuro”, conclui a reitora da UNIFEBE, professora Rosemari Glatz.

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