Multidão acompanha celebração de Corpus Christi na Paróquia São Luís Gonzaga

Missa e procissão nos tradicionais tapetes coloridos marcou a retomada da celebração após dois anos de restrições

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Milhares de fiéis participaram na manhã desta quinta-feira, 16 de junho, da solenidade de Corpus Christi, nas escadarias da igreja Matriz São Luís Gonzaga. Após dois anos, a celebração foi retomada com a procissão até o Convento Sagrado Coração de Jesus, sobre os tapetes coloridos, confeccionados por grupos, pastorais e movimentos das 12 comunidades que formam a paróquia, em uma grande manifestação de fé.

“É muito bonito ver a unidade das comunidades, pastorais, movimentos neste sentido de que somos uma única paróquia, uma única Igreja. Poder partilhar isso numa celebração, e também nos tapetes que pouco a pouco foram sendo modelados e formando essa unidade, é um sinal muito bonito, não só para o interno da igreja, mas também para a sociedade”, comenta o pároco, padre Diomar Romaniv, que presidiu a celebração, concelebrada pelos demais sacerdotes que atuam na paróquia. “Isso remete a um clima de festa, com toda a natureza à nossa volta, e também recorda aquilo que iremos celebrar no Jubileu, de que toda essa cidade cresceu ao entorno da Matriz. Hoje queremos agradecer a Deus pelo dia tão bonito da Eucaristia “, destaca.

Para o pároco, a alegria e presença das famílias foi o ponto alto da celebração, com testemunhos de gerações que participaram da missa de Corpus Christi em anos anteriores e que, no passado, também ajudaram a preparar os tapetes. “Quero agradecer por essa manifestação de fé, por todo esse espírito alegre e festivo que vivemos no Corpus Christi, pois já estávamos com saudade de viver desta maneira como foi, campal e com os tapetes”.

Testemunhos da fé

Uma multidão seguiu o Santíssimo Sacramento até o Convento Sagrado Coração de Jesus, pelos tapetes confeccionados por voluntários que se empenharam para preparar o caminho do Senhor, desde a manhã de quarta-feira, 15. Maria Helena Baron da Silva, membro do Apostolado da Oração, faz parte deste grande grupo.

“Para mim é sempre gratificante participar. A gente pensa que por já estar com mais idade, não vai conseguir, são muitos detalhes nos desenhos, mas quando começamos, não queremos mais parar. De colherinha em colherinha de areia, a gente vai preenchendo os espaços e tudo dá certo. É tudo por Jesus e esta é a colaboração do Apostolado da Oração para este momento tão bonito que a gente está vivendo. A gente sempre espera transmitir o melhor de nós para que Jesus apareça, passe e seja glorificado”, conta. Acompanhada da cunhada, Patrícia Baron, Maria Helena confeccionou o tapete que representou a Santa Ceia, aos pés do altar, na metade das escadarias, onde permanecerá até o final de semana.

A família de Glaucio Schlindwein veio da Comunidade Sagrado Coração de Jesus, no Guarani, para participar da missa. Acompanhado da esposa Neide e da filha Ana, eles se emocionaram com o retorno da celebração campal. “A pandemia trouxe uma distância e hoje a celebração nos deu a oportunidade de voltar ao normal, principalmente com os tapetes, que era algo que sempre ficou marcado na nossa infância e agora podemos recordar isso de uma forma presencial. Para nós, que participamos na época que acontecia no campo do Brusque, isso aqui foi um pouquinho daquele tempo, na presença do público junto do Corpo de Cristo. Foi maravilhoso”, recorda.

Os tapetes de Corpus Christi

A confecção do tapete para a solenidade de Corpus Christi é uma tradição iniciada, segundo historiadores, em Portugal e difundida no Brasil por seus colonizadores. Consiste na elaboração de cenas e representações bíblicas e da fé católica com uso de materiais como serragem, sal, borra de café, areia e outros mais. Seu sentido é de honrar a devoção à Santíssima Eucaristia, homenageando Nosso Senhor Jesus Cristo com a produção do caminho pelo qual ele passará, conduzido pelo bispo ou sacerdote no ostensório, fazendo memória, também, da multidão que estendia ramos e mantos para que Jesus passasse em sua entrada em Jerusalém na Semana Santa. O primeiro a passar sobre o tapete é o bispo ou padre que leva Jesus Eucarístico e somente depois outras pessoas podem pisar. Tanto é que, na procissão de entrada da Missa, todos aqueles que a compõem, passam nas laterais do tapete, reservando-o para Jesus que passará na procissão ao final da Celebração.

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