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Diretor da Defesa Civil de Brusque pede exoneração após condenação em caso de “rachadinha”

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Prefeitura afirma que fatos investigados ocorreram em gestões anteriores e destaca que decisão ainda cabe recurso

A Prefeitura de Brusque informou nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, que André Cristiano Archer, conhecido como “Gelinho”, pediu exoneração do cargo de diretor da Defesa Civil do município. O desligamento foi confirmado por meio de nota oficial divulgada após a repercussão da condenação do servidor em um processo relacionado a um esquema de “rachadinha” envolvendo cargos comissionados.

Segundo a administração municipal, o pedido de exoneração foi protocolado pelo próprio servidor e aceito pela prefeitura ainda nesta terça-feira.

André Christiano Archer foi condenado pela Justiça de Brusque pelo crime de concussão — caracterizado pela exigência de vantagem indevida em razão da função pública. A sentença foi assinada pelo juiz Edemar Leopoldo Schlosser e divulgada nesta semana.

Gelinho recebeu pena de 4 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 37 dias-multa.

De acordo com a investigação, ele atuava recolhendo parte dos valores pagos por servidores comissionados dentro do esquema investigado pela Justiça.

Prefeitura diz que fatos ocorreram em gestões anteriores

Na nota oficial, a Prefeitura de Brusque ressaltou que os fatos investigados no processo são anteriores à atual administração municipal.

“A respeito das notícias veiculadas pela imprensa, o Município esclarece, ainda, que os fatos objeto da ação judicial são estritamente pretéritos, ocorridos em gestões anteriores, não guardando qualquer relação com as diretrizes ou o período da presente gestão”, afirmou a prefeitura.

A administração também destacou que a condenação ocorreu em primeira instância e ainda não há trânsito em julgado.

“Por fim, por se tratar de uma decisão de primeira instância e sem trânsito em julgado, o andamento dos recursos cabíveis corre exclusivamente no âmbito da defesa individual do citado”, conclui a nota.

Nossa equipe de reportagem fez contato com o agora ex-diretor da defesa Civil André Archer, “Gelinho,” que se manifestou através de nota.

Confira a nota na integra:

“Diante das notícias veiculadas recentemente pela imprensa, venho a público reafirmar, de forma categórica, a minha total inocência em relação aos fatos alegados no processo. Trata-se de uma decisão proferida em primeira instância, de caráter inicial e não definitivo. Minha defesa técnica já está trabalhando nos recursos cabíveis e tenho plena convicção de que o Tribunal restabelecerá a verdade, reconhecendo a lisura dos meus atos.

É fundamental esclarecer que a denúncia se refere a um período antigo e a um contexto completamente alheio às minhas funções recentes, não guardando qualquer relação com o trabalho que eu vinha desempenhando.

Ainda assim, em respeito à cidade de Brusque, aos cidadãos e à atual administração municipal, protocolei nesta data o meu pedido de exoneração do cargo que ocupava. Tomo essa decisão de forma voluntária e com a consciência tranquila. Sigo de cabeça erguida e confiante na Justiça.”

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Caso segue repercutindo no meio político

Além de André Christiano Archer, também foram condenados no processo o ex-secretário de Desenvolvimento Regional Jones Bosio, o ex-vereador Cleiton Luiz Bittelbrunn e o ex-diretor de Patrimônio Aloiz Alex Diegoli.

Segundo a sentença, os crimes ocorreram entre 2020 e 2021, período em que servidores comissionados eram pressionados a devolver parte dos salários após indicações políticas para cargos públicos.

O caso segue repercutindo fortemente no cenário político de Brusque por envolver nomes conhecidos da administração pública e da política municipal.

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