O crescimento dos casos de sífilis em Brusque acendeu um alerta na Rede Municipal de Saúde. Somente nos primeiros meses de 2026, o município já confirmou 62 casos de sífilis adquirida, 15 casos em gestantes e cinco casos de sífilis congênita, quando a doença é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação. Três abortos relacionados à infecção também foram registrados neste ano.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível causada por bactéria e transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo. Apesar de ter cura, a doença muitas vezes apresenta sintomas silenciosos, dificultando o diagnóstico e aumentando os riscos de transmissão.
Segundo dados da Secretaria de Saúde, desde 2021 Brusque já contabilizou mais de 1,3 mil casos de sífilis adquirida, além de centenas de registros em gestantes e recém-nascidos.
Entre os principais sintomas estão feridas sem dor nos órgãos genitais, boca ou ânus, além de manchas pelo corpo. Sem tratamento, a doença pode provocar complicações graves, atingindo órgãos como cérebro e coração.
Nos casos envolvendo gestantes, os riscos são ainda maiores, podendo causar aborto espontâneo, parto prematuro, má-formações, cegueira, surdez e até morte fetal ou neonatal.
A Secretaria de Saúde reforça que o teste rápido para sífilis está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, com resultado em cerca de 30 minutos. O tratamento é realizado com penicilina benzatina e deve ser iniciado o quanto antes.
A orientação é para que a população utilize preservativos em todas as relações sexuais e procure atendimento médico em caso de suspeita ou exposição de risco.
Acoordenadora do SAE – Serviço de Atendimento Especializado em Brusque, Gisele Pruner Koguchi, e a enfermeira Thaise Cunha, falaram ao Jornal da Diplomata.
