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Circuito FIESC reúne lideranças e empresários em Brusque para debater os rumos da indústria catarinense

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Jornalismo Diplomata foi o único veículo de comunicação a acompanhar presencialmente o encontro que discutiu competitividade, economia, tributação e desenvolvimento regional

Brusque recebeu nesta segunda-feira, 23 de junho de 2026, mais uma edição do Circuito FIESC, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) que percorre diversas regiões do estado promovendo o diálogo entre empresários, lideranças industriais, entidades representativas e especialistas. O encontro reuniu representantes de diversos segmentos industriais do Vale do Itajaí Mirim e da Foz do Rio Itajaí para debater temas estratégicos ligados à competitividade e ao desenvolvimento econômico regional.

O evento aconteceu no centro Empresarial Social e Cultural de Brusque e teve cobertura exclusiva presencial do Jornalismo Diplomata, único veículo de comunicação presente durante toda a programação, acompanhando os debates, entrevistas e a participação das lideranças empresariais da região.

A programação trouxe análises sobre o cenário econômico atual, os desafios da indústria catarinense, as perspectivas para os próximos anos e os impactos da reforma tributária no ambiente de negócios. Além das palestras, o encontro proporcionou momentos de integração e networking entre empresários, dirigentes sindicais e representantes das entidades que compõem o Sistema FIESC.

Fortalecimento da indústria regional

O vice-presidente regional da FIESC, Edemar Fischer, destacou a importância da aproximação entre a Federação e os setores produtivos do Vale do Itajaí Mirim. Segundo ele, o Circuito FIESC tem justamente o objetivo de ouvir as demandas locais e construir estratégias que fortaleçam a competitividade das empresas catarinenses.

“O Circuito FIESC aproxima os empresários da Federação e cria um espaço para discutir temas fundamentais, como reforma tributária, cenário econômico, geopolítica e os desafios que impactam diretamente a indústria catarinense.”

Fischer também destacou os principais desafios enfrentados atualmente pelo setor produtivo.

“Temos muitos desafios, como as elevadas taxas de juros, as incertezas políticas e as dúvidas sobre investimentos. Além disso, enfrentamos questões relacionadas à mão de obra, qualificação profissional, custos operacionais e produtividade. Por isso, esse espaço é importante para construir soluções e ouvir as necessidades dos empresários.”

Durante o encontro, Fischer ressaltou ainda que a indústria regional possui papel fundamental na economia catarinense, especialmente em setores tradicionais como o têxtil, metalmecânico, construção civil e serviços ligados à cadeia produtiva industrial.

Cenário econômico e perspectivas para o setor

Um dos destaques da programação foi a palestra do economista Bruno Haeming, integrante do Observatório FIESC e especialista em inteligência econômica aplicada à indústria.

Haeming apresentou um panorama atualizado da economia nacional e internacional, abordando fatores que influenciam diretamente o desempenho das indústrias catarinenses, como taxas de juros, consumo, exportações, mercado de trabalho e investimentos. O economista também destacou tendências que devem impactar a competitividade das empresas nos próximos anos, especialmente relacionadas à inovação, produtividade e transformação digital.

Ao abordar o cenário econômico catarinense, Haeming destacou o desempenho positivo da indústria estadual.

“Santa Catarina continua apresentando resultados positivos, com crescimento industrial acima da média nacional e uma das maiores gerações de empregos industriais do país. No entanto, 2025 e 2026 exigem atenção diante das incertezas políticas e do cenário internacional.”

O economista também chamou atenção para fatores que influenciam diretamente a atividade industrial da região.

“O Vale do Itajaí Mirim possui uma importante diversidade industrial, especialmente no setor têxtil. Por isso, é fundamental acompanhar o comportamento do consumo interno, o endividamento das famílias e os índices de inadimplência, fatores que impactam diretamente a atividade econômica da região.”

Ao comentar o avanço tecnológico e o uso da inteligência artificial, Haeming ressaltou os ganhos de produtividade proporcionados pelas novas ferramentas.

“A transformação digital e o avanço da inteligência artificial são tendências irreversíveis. As empresas que incorporarem essas ferramentas poderão ganhar produtividade e eficiência, mas é preciso avaliar os investimentos necessários para manter a competitividade em nível global.”

Reforma tributária em pauta

Outro tema de grande interesse dos empresários foi a reforma tributária. O assunto foi abordado pelo advogado tributarista Gustavo Amorim, especialista em Direito Tributário e referência nacional na área.

Durante sua apresentação, Amorim analisou os impactos das mudanças previstas no sistema tributário brasileiro e os reflexos para a indústria catarinense. O especialista explicou os desafios do período de transição e reforçou a necessidade de planejamento por parte das empresas para adaptação às novas regras fiscais.

“A reforma tributária não muda apenas a legislação. Ela altera a forma como as empresas realizam suas operações, emitem documentos fiscais e cumprem obrigações. É uma nova realidade que exige atenção e preparação dos empresários.”

Questionado sobre a preocupação dos empresários com a carga tributária, Amorim destacou:

“A promessa é que não haverá aumento da carga tributária. A tendência é que a indústria tenha uma redução em alguns segmentos, enquanto setores de serviços podem sentir um impacto maior. O importante é que as empresas acompanhem de perto esse processo de transição.”

O especialista também alertou para os desafios da implementação do novo modelo tributário.

“A principal preocupação está no período de transição. Até 2032, as empresas terão que conviver simultaneamente com o sistema tributário atual e o novo modelo, o que exigirá adaptação, planejamento e acompanhamento constante.”

Ao final da entrevista, Amorim deixou uma mensagem de confiança aos empresários do Vale do Itajaí Mirim.

“A indústria do Vale do Itajaí Mirim é uma das mais promissoras do país e serve de exemplo para outras regiões. Haverá desafios com a reforma tributária, mas a capacidade empreendedora da região demonstra que o setor está preparado para se adaptar e continuar crescendo.”

Presença do SESI e SENAI

A diretora regional do SESI e SENAI de Brusque e Vale da Foz do Rio Itajaí, Silvana Meneguine, também participou do evento e acompanhou os debates sobre o futuro da indústria regional.

A presença das entidades reforçou a importância da qualificação profissional, da inovação tecnológica e da formação de mão de obra especializada como fatores fundamentais para o crescimento sustentável do setor industrial.

Em entrevista ao Jornalismo Diplomata, Silvana Meneguine destacou que o evento serviu como espaço para atualização, troca de experiências e fortalecimento das conexões empresariais.

“O evento é uma oportunidade para empresários se atualizarem, compartilharem experiências e ampliarem suas conexões. Além da informação, o ambiente favorece o networking e até mesmo o surgimento de novas oportunidades de negócios.”

A diretora também comentou sobre a importância do debate em torno da reforma tributária e outros temas atuais.

“Tivemos o cuidado de trazer especialistas para abordar temas sensíveis, como a reforma tributária. O objetivo é oferecer informações qualificadas para que as empresas estejam preparadas para as mudanças e não sejam surpreendidas durante o período de transição.”

Sobre o papel da FIESC junto às empresas, Silvana ressaltou:

“A Federação busca oferecer suporte ao setor produtivo por meio de informação, orientação e conexões estratégicas, contribuindo para que as empresas enfrentem os desafios atuais com mais segurança e conhecimento.”

Empresários de toda a região participaram

O Circuito FIESC reuniu empresários de diversos segmentos produtivos ligados à Federação, representando municípios de toda a região. O encontro permitiu a troca de experiências entre lideranças empresariais e especialistas, além da construção de conexões que podem contribuir para novos projetos e oportunidades de desenvolvimento econômico.

Ao longo da manhã, ficou evidente o consenso entre os participantes sobre a necessidade de fortalecer a competitividade industrial por meio da inovação, da capacitação profissional, da modernização dos processos produtivos e da criação de um ambiente de negócios mais favorável ao investimento.

Espaço para diálogo e construção de soluções

A proposta do Circuito FIESC é justamente promover um ambiente de escuta e construção coletiva, aproximando as demandas regionais das ações desenvolvidas pela Federação. A iniciativa vem percorrendo diferentes regiões de Santa Catarina, buscando identificar desafios e oportunidades específicas de cada polo industrial.

Com a presença de especialistas, lideranças empresariais e representantes das entidades do Sistema FIESC, o encontro realizado em Brusque reforçou a importância do planejamento estratégico e da união do setor produtivo para enfrentar os desafios econômicos e impulsionar o desenvolvimento regional.

O Jornalismo Diplomata acompanhou o evento de forma exclusiva, registrando entrevistas e os principais debates que marcaram a edição do Circuito FIESC no Vale do Itajaí Mirim.

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