O câncer de bexiga deve registrar cerca de 13.110 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O número representa um risco de 6,12 casos para cada 100 mil habitantes, reforçando a necessidade de atenção aos sinais da doença e da realização de exames preventivos.
A enfermidade é mais frequente em pessoas acima dos 50 anos e apresenta incidência aproximadamente duas vezes maior entre os homens. De acordo com o INCA, são estimados 9.040 novos casos anuais no público masculino e 4.070 entre as mulheres.
Segundo o médico urologista Serafim Venzon, membro da Associação Brusquense de Medicina (ABM), o câncer de bexiga costuma evoluir de forma silenciosa, mas apresenta sinais importantes que não devem ser ignorados.
“O primeiro e mais precoce sinal é a presença de sangue na urina. Muitas vezes ele só é identificado por meio de um exame simples de urina, o que reforça a importância dos exames periódicos. Quando diagnosticado precocemente, as chances de sucesso no tratamento aumentam significativamente”, destaca o especialista.
Além do exame de urina, a investigação pode incluir ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e biópsia, permitindo identificar o estágio da doença e definir o tratamento mais adequado.

Tratamento evolui com novas tecnologias
O tratamento varia conforme o tipo e o estágio do tumor. Em casos iniciais, procedimentos minimamente invasivos podem ser suficientes. Em situações mais avançadas, podem ser necessários cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Dr. Serafim destaca ainda os avanços da medicina, especialmente nas áreas de imunoterapia e terapias-alvo, que vêm ampliando as perspectivas para pacientes com câncer de bexiga.
Prevenção começa com hábitos saudáveis
Entre os principais fatores de risco está o tabagismo, considerado o maior responsável pelo desenvolvimento da doença. O médico também recomenda alimentação equilibrada, boa hidratação, prática regular de atividades físicas e acompanhamento médico periódico, principalmente após os 50 anos.
“Parar de fumar, beber bastante água, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e realizar consultas preventivas são medidas que contribuem não apenas para prevenir o câncer de bexiga, mas também diversas outras doenças”, orienta.
O especialista reforça que o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado no combate à doença, aumentando as chances de cura e reduzindo a necessidade de tratamentos mais agressivos.
O médico urologista, Serafim Venzon, membro da Associação Brusquense de Medicina (ABM), falou ao Jornal da Diplomata.
