Programa começa nas áreas de Pediatria, Anestesiologia e Ortopedia e Traumatologia; instituição já projeta novas especialidades para 2027
O Hospital e Maternidade Imigrantes, em Brusque, iniciou nesta terça-feira, 1º de setembro, a primeira turma de Residência Médica de sua história. Sete médicos começaram a formação em três especialidades, marcando a entrada da instituição na formação de novos especialistas.
A aula inaugural foi realizada no auditório do hospital e reuniu os novos residentes, coordenadores dos programas, representantes da instituição e profissionais da imprensa.
A primeira turma é composta por três residentes em Pediatria, dois em Anestesiologia e dois em Ortopedia e Traumatologia. Os três programas terão duração de três anos, combinando atividades teóricas e práticas dentro da rotina hospitalar, sempre com acompanhamento de preceptores.
A implantação da Residência Médica foi resultado de um processo de preparação que durou aproximadamente um ano e meio, até a obtenção das aprovações necessárias.
Segundo o diretor do Hospital Imigrantes, Mário Kaoru, a chegada dos primeiros residentes representa uma nova etapa para a instituição.
“É um marco histórico para o Hospital Imigrantes e para o IMAS. Além de sermos hoje uma referência para o Estado na parte cirúrgica e no atendimento à população, passamos também a atuar na área de ensino e na formação de novos profissionais e especialistas”, afirmou.
Formação dentro do hospital
Durante os três anos, os residentes passarão por diferentes setores relacionados às respectivas especialidades. A complexidade das atividades será ampliada gradualmente conforme o avanço da formação.
Na Pediatria, por exemplo, os residentes terão experiências em setores como Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfermaria, sala de parto e ambulatório.
A coordenadora da Residência em Pediatria, Dra. Gisella Silva, explica que a proposta é proporcionar uma imersão na rotina hospitalar.
“Os residentes ficam imersos no hospital e passam pelas diferentes áreas da Pediatria. No primeiro ano, começam em um nível menos avançado e, com o passar do tempo, a complexidade aumenta. É um novo desafio para todos nós, e estamos muito felizes em receber essa primeira turma”, destacou.
A enfermeira Aparecida Bueno, coordenadora do Núcleo de Educação Permanente, representou a Comissão de Residência Médica (COREME) durante a aula inaugural. Segundo ela, a implantação do programa também pode trazer reflexos para a assistência prestada aos pacientes.
“Essa vivência teórico-prática forma especialistas para atender a população e contribui para a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Esperamos que eles permaneçam aqui, mas, onde estiverem no futuro, estarão preparados para atender a população”, afirmou.
Nervosismo e expectativa entre os primeiros residentes
Entre os sete profissionais que iniciaram a residência está a médica Ana Kecia da Costa Campos, integrante do programa de Pediatria.
Formada pela Universidade Potiguar, de Natal (RN), e já com atuação profissional em Santa Catarina, ela conheceu a estrutura do Hospital Imigrantes antes de participar do processo seletivo.
No primeiro dia da nova etapa profissional, Kecia falou sobre o nervosismo natural do início da residência, mas também destacou a felicidade e a expectativa para os próximos três anos.
“O sentimento é de nervosismo, mas também de muita gratidão, expectativa e entusiasmo para iniciar essa nova jornada. O coração está a mil, cheio de planos, sonhos, vontade de trabalhar e de aprender mais para poder oferecer o melhor aos nossos pacientes”, relatou.
Também integra a primeira turma o diretor técnico do Hospital Imigrantes, Dr. Celso Rufino Júnior. Professor do curso de Medicina da Unifebe e médico da equipe da Abel Vôlei, ele iniciou a Residência em Pediatria.
“A Pediatria veio para mim como um encanto. Cuidar da infância envolve não apenas a criança, mas também a família. É um desafio que me chamou a atenção e me conquistou”, contou.
Seleção teve 32 inscrições
O processo para selecionar os primeiros residentes começou em junho e contou com 32 inscrições homologadas.
Os candidatos passaram por prova objetiva, realizada no dia 8 de agosto na UNIASSELVI, em Brusque, além de avaliação curricular e entrevista. Ao final do processo, foram selecionados os sete profissionais que agora integram os três programas.
O fundador e superintendente médico do IMAS, Dr. Robson Machado Schmitt, participou da recepção aos residentes por videochamada. Ele destacou a estrutura disponibilizada para a formação e afirmou que a proposta do programa não é utilizar os residentes como mão de obra, mas prepará-los como futuros especialistas.
“Não vemos vocês como mão de obra, mas como futuros colegas e parceiros. Vocês não estão aqui para prestar serviço, mas para aprender, ensinar e compartilhar do nosso propósito. Nosso objetivo é formar profissionais comprometidos com o cuidado humanizado”, afirmou.
Hospital projeta novas especialidades para 2027
Mesmo com a primeira turma iniciando as atividades nesta terça-feira, o Hospital Imigrantes já trabalha na possibilidade de ampliar a Residência Médica.
Estão em desenvolvimento projetos para implantação de programas nas especialidades de Medicina Intensiva, Cirurgia Geral e Urologia, com perspectiva de abertura de novas turmas em 2027.
Com os sete primeiros residentes, o Hospital Imigrantes passa a incorporar o ensino médico à sua rotina assistencial. A expectativa é de que o programa também contribua para a formação e eventual permanência de novos especialistas em Brusque e região.

