Anuário da MySide coloca o município na quarta posição da Região Sul; levantamento considera apenas a violência letal
Brusque aparece na 22ª posição nacional e na quarta colocação da Região Sul no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide. Com base em dados de 2025, o levantamento aponta uma taxa de 5,8 assassinatos por 100 mil habitantes no município.
O indicador considera exclusivamente a violência letal. Crimes como furtos, roubos e ameaças, assim como a percepção de segurança dos moradores, não integram a classificação.
Município ocupava a liderança na edição anterior
Na edição anterior do anuário, que utilizou dados de 2024, Brusque havia conquistado o primeiro lugar nacional entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. Naquele levantamento, a taxa registrada era de 1,4 assassinato por 100 mil habitantes.
Com o índice de 5,8 na edição de 2026, o município passou da primeira para a 22ª colocação. Os números mostram uma elevação da taxa entre os períodos analisados, mas a comparação deve observar os critérios e as bases de dados de cada edição.
Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville lideram na Região Sul
Entre os municípios da Região Sul, Blumenau ocupa a primeira posição, com taxa de 2,4 assassinatos por 100 mil habitantes. Jaraguá do Sul aparece em segundo, com 2,5, seguida por Joinville, com 5,4.
Brusque está na quarta colocação regional, à frente de Palhoça, que registra índice de 5,9. Na sequência aparecem Tubarão, Camboriú, São José, Criciúma e Itajaí.
Na classificação nacional, Blumenau é a cidade catarinense mais bem posicionada, em terceiro lugar. Jaraguá do Sul ocupa a quarta colocação do país.
A liderança nacional pertence a São Caetano do Sul, em São Paulo, com taxa de 1,9 assassinato por 100 mil habitantes. Salto, também no estado paulista, aparece em segundo, com índice de 2,2.

Santa Catarina tem a menor taxa entre os estados
No recorte estadual, Santa Catarina lidera o levantamento, com taxa de 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes.
São Paulo aparece na segunda posição, com índice de 10,4, enquanto o Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar, com 11,5.

O que os dados permitem avaliar
O anuário utiliza informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. A taxa é calculada a partir dos registros de mortes e dos dados populacionais, na proporção de 100 mil habitantes.
Conforme a metodologia, os óbitos são contabilizados pelo município onde ocorreram.
Embora o estudo utilize a expressão “cidades mais seguras”, a classificação representa um recorte específico da segurança pública: a ocorrência de violência letal. Dessa forma, a posição de cada município não corresponde a uma avaliação completa da criminalidade local.

