O Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux, Hospital Azambuja, alcançou um marco importante na área da saúde feminina ao realizar, na última semana, a primeira histerectomia com o uso do sistema robótico Da Vinci na instituição. O procedimento representa um avanço específico na ginecologia, uma vez que o hospital já utiliza a cirurgia robótica em outras especialidades, mas pela primeira vez aplicou a tecnologia na retirada do útero.
A histerectomia é a cirurgia indicada para a retirada do útero, realizada em diferentes situações clínicas, como sangramento uterino excessivo que não responde ao tratamento clínico, miomas, adenomiose, algumas alterações do endométrio e determinados tipos de câncer do útero. Com o uso do sistema robótico Da Vinci, o procedimento passa a ser realizado com maior precisão, segurança e menor impacto para a paciente.
A cirurgia foi realizada pela Dra. Bárbara Fiorentin Giordani Gamba, integrando a equipe robótica do hospital. Para a médica, o momento representa uma conquista profissional e institucional.
“É um momento de muita realização e também de muito orgulho. Para oferecer esse tipo de tecnologia é necessário preparo, equipe e estrutura. Para o hospital, é um passo importante na sua história, demonstrando o compromisso em oferecer o que há de mais avançado à nossa comunidade”, destaca.
Como funciona a cirurgia robótica
A Dra. Bárbara ressalta que, apesar do uso da tecnologia, o robô não realiza a cirurgia sozinho. “Quem opera é sempre o médico. O cirurgião fica sentado em um console, com controles nas mãos e nos pés, comandando os movimentos dos braços do robô dentro do abdome da paciente”, explica.
A principal diferença em relação às técnicas tradicionais está na visualização em três dimensões e na precisão dos movimentos. O sistema robótico reproduz os movimentos da mão humana com ainda mais estabilidade, eliminando tremores e permitindo maior controle dos tecidos. Isso possibilita a realização da cirurgia por pequenas incisões, com menos dor no pós-operatório, menor risco de infecção e recuperação mais rápida.
Segurança e benefícios para a paciente
Em termos de segurança, os ganhos são significativos. “Na histerectomia abdominal clássica, com corte na barriga, a perda sanguínea pode variar entre 300 e 500 mililitros. Na cirurgia robótica, o sangramento geralmente fica abaixo de 100 mililitros, graças à precisão e à melhor visualização das estruturas”, detalha a ginecologista.
Para a paciente, isso se traduz em menos dor, menor sangramento, menor risco de complicações e retorno mais rápido às atividades do dia a dia, além de uma recuperação mais confortável.
Ampliação do acesso e tendência de crescimento
Para o gestor do Hospital Azambuja, Gilberto Bastiani, a realização da primeira histerectomia robótica representa uma conquista institucional relevante. “Esse procedimento marca um novo momento para o hospital e reforça nossa capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade com tecnologia, segurança e qualidade. É uma realização que traduz o trabalho conjunto das equipes, o investimento contínuo em estrutura e o compromisso do Azambuja com a evolução da assistência em saúde”, destaca.
Segundo Bastiani, cada novo procedimento incorporado, amplia o papel do hospital como referência regional. “Avançar na cirurgia robótica, agora também na ginecologia, demonstra que o Hospital Azambuja segue preparado para responder às demandas da população, com inovação, responsabilidade e foco no cuidado com as pessoas”, completa.
Na avaliação da ginecologista Dra. Bárbara Fiorentin Giordani Gamba, esse avanço tem impacto direto no acesso das pacientes da região. “Antes, mulheres que precisavam de cirurgia robótica tinham que se deslocar para outros municípios. Poder realizar esse procedimento em Brusque facilita todo o processo, reduz custos com deslocamento e permite maior proximidade com a equipe médica no pós-operatório”, ressalta.
Com a realização da primeira histerectomia robótica, a expectativa é ampliar progressivamente o uso da tecnologia na ginecologia do Hospital Azambuja. “A ginecologia é uma das especialidades que mais utilizam cirurgia robótica no mundo, e a tendência é que esse avanço também se consolide no Azambuja”, afirma a médica.
Além da Dra. Bárbara Fiorentin Giordani Gamba, integraram a equipe cirúrgica os médicos Dr. Carlos Eduardo Mattos da Cunha Andrade e Dr. Guilherme Gamba; e o anestesiologista Dr. Fabrício Capello Brasil. A equipe contou ainda com a enfermeira Amanda, as técnicas de enfermagem Amanda, Camylla e Andressa, e a instrumentadora cirúrgica Andreia Reis.



