5,38%foi o percentual de aumento nos alimentos básicos, segundo dados do Dieese
Em março de 2026, o preço da cesta básica de Brusque apresentou um aumento de 5,38% em relação a fevereiro de 2026 e custou R$ 700,79, ocupando a 14ª posição dentre as cestas mais caras pesquisadas. O valor do conjunto dos alimentos básicos subiu nas 27 capitais brasileiras onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizam mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. O município de Brusque é o único, fora das capitais, a ter a pesquisa realizada, por meio de uma parceria com o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) e o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Brusque (Sintrafite).
Na comparação com março de 2025 (acumulado de 12 meses), a cesta de Brusque acumula aumento de 4,77%. Já na variação acumulada em 2026, houve aumento de 6,11% no valor.
Entre fevereiro de 2026 e março de 2026, 10 dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos valores médios: tomate (35%), leite (13,85%), feijão (8,83%), carne (4,51%), arroz (3,12%), batata (2,07%), manteiga (1,26%), açúcar (1,22%), óleo (0,27%) e pão (0,06%). Outros três produtos tiveram diminuição no preço: banana (-4,61%), farinha de trigo (-2,62%) e café (-0,05%).
Em março de 2026, o trabalhador de Brusque, remunerado pelo salário-mínimo de R$ 1.621,00, precisou trabalhar 95 horas e 7 minutos para adquirir a cesta básica. Em fevereiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido 90 horas e 15 minutos. Em março de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 96 horas e 57 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em março de 2026, 46,74% da renda para adquirir a cesta. Em fevereiro de 2026 esse percentual correspondeu a 44,35% da renda líquida e, em março de 2025, a 47,64%.

