Abalo de magnitude 2,0 ocorreu na manhã de segunda-feira em Presidente Tancredo Neves; fenômeno foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira
Um tremor de terra de baixa magnitude foi registrado na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, no município de Presidente Tancredo Neves, na Bahia. O abalo ocorreu por volta das 6h37 e atingiu magnitude 2,0.
Apesar da pequena intensidade, moradores relataram ter sentido o tremor. O fenômeno foi detectado por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e posteriormente analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Não foram divulgadas informações sobre feridos ou danos materiais. Centro de Sismologia da USP
Esse foi o segundo abalo sísmico registrado na Bahia em poucos dias. Em 3 de setembro, um tremor de magnitude 2,4 foi identificado em Cansanção, conforme o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. LabSis/UFRN
Por que acontecem tremores no Brasil?
Embora esteja distante das bordas das grandes placas tectônicas, o Brasil não está livre desse tipo de ocorrência. O país está localizado no interior da Placa Sul-Americana e pode registrar os chamados terremotos intraplaca, normalmente provocados por pressões geológicas acumuladas na crosta terrestre.
Na maior parte dos casos, esses fenômenos apresentam intensidade pequena ou moderada. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no território nacional, especialmente na Região Nordeste.
O Serviço Geológico do Brasil explica que os termos “tremor de terra” ou “abalo sísmico” são geralmente empregados para eventos de menor intensidade. Já a expressão “terremoto” costuma ser associada a fenômenos de maior magnitude e com ruptura mais extensa.
Por se tratar de um abalo de magnitude 2,0, o episódio registrado em Presidente Tancredo Neves é considerado de baixa intensidade. Mesmo assim, eventos dessa natureza são acompanhados pelas redes de monitoramento para ampliar o conhecimento sobre a atividade sísmica no país.

