A cirurgia robótica passa a ganhar uma nova aplicação no Hospital Azambuja. A tecnologia, que já integra a estrutura da unidade, começou a ser utilizada também em procedimentos da especialidade de cabeça e pescoço, permitindo o acesso a tumores localizados em regiões consideradas de difícil abordagem pela cirurgia convencional.
O primeiro procedimento da especialidade foi realizado em um paciente com carcinoma epidermoide na orofaringe, região localizada na parte posterior da boca e que compreende estruturas como a base da língua e as tonsilas.
A cirurgia envolveu diferentes etapas e uma equipe multidisciplinar. O sistema robótico Da Vinci foi utilizado para auxiliar na retirada do tumor, proporcionando visão tridimensional e maior precisão dos movimentos. O procedimento foi concluído com a reconstrução da região operada utilizando tecido retirado do próprio paciente.
Segundo a equipe médica, a cirurgia durou aproximadamente sete horas, teve evolução satisfatória e o paciente já recuperou funções importantes, como fala e deglutição.
Para explicar como funciona a cirurgia robótica nos casos de tumores de cabeça e pescoço, quais pacientes podem se beneficiar da técnica e o que essa nova aplicação representa para o tratamento oncológico na região, recebemos o Dr. Felipe Barros de Souza Correia, que realizou a etapa robótica do primeiro procedimento, e o Dr. Eduardo Ballester, coordenador do Serviço de Cirurgia Robótica do Hospital Azambuja.


