A Ambiental Brusque, empresa do Grupo Aegea, iniciou um mapeamento aéreo da cidade para desenvolvimento do projeto do novo sistema de esgotamento de Brusque. Os levantamentos estão sendo feitos em parceria com o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
Os drones responsáveis pelo mapeamento são aeronaves não tripuladas que vão coletar milhares de dados em um curto espaço de tempo. Essas informações serão convertidas em mapas, em modelos tridimensionais, que permitirão definir o melhor local para redes coletoras, estações elevatórias de esgoto e da estação de tratamento.
De acordo com Adriano Palhares, gerente de Engenharia da Aegea em Santa Catarina, o mapeamento com drones traz um projeto mais seguro e com visão de longo prazo.

“É como um laboratório de engenharia sobrevoando o município. Esse trabalho é fundamental. Estamos na fase de pré-estudos, que vai definir o melhor sistema de esgoto sanitário para o município. O levantamento é essencial porque vai providenciar o maior número de dados, com a maior precisão, em relação ao terreno de Brusque. Com esses dados, a gente vai desenvolver o projeto com a melhor viabilidade”.
O gerente de Engenharia afirma que o mapeamento tem grande precisão para englobar uma qualidade imensa de dados. Algumas verificações e confirmação de dados podem ser feitas futuramente, de forma pontual, por uma equipe de campo, mas a expectativa é que o mapeamento forneça todo o suporte necessário para o desenvolvimento do projeto.
“Ele traz benefícios como a alta precisão. E além disso, consegue reunir dados de áreas de difícil acesso por terra e também de curvas de nível do terreno do município”.
Os drones utilizados são equipamentos de alta tecnologia, tanto no quesito precisão quanto de segurança.
Operadores realizam todo o plano de voo no solo. Depois, o equipamento é lançado para decolagem e cumpre seu plano de voo automaticamente – o operador apenas acompanha.
“Questões climáticas podem vir a atrapalhar, mas ele tem um limite de metros por segundos de vento. Se o tempo virar de forma súbita, dispositivos de segurança vão fazer com que ele aborte o voo e retorne para a base, sem comando algum. Ele tem em média 30-40 minutos de autonomia no ar. Quando a bateria atinge determinado nível, ele retorna à base, pousa e é recarregado para cumprir o plano de voo”.
Em até três anos após a ordem de início, a concessionária deverá alcançar 25% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto. Em 2030, Brusque deve contar com 53% de cobertura e, em 2033, atingirá a universalização do saneamento.

