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quinta-feira, março 26, 2026
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Greve na saúde de Guabiruba não deve ocorrer após avanço nas negociações com a prefeitura

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Categoria reivindica adicional de 20% por função de coordenação; debate repercutiu na Câmara de Vereadores

A greve dos profissionais da enfermagem de Guabiruba, cogitada para esta sexta-feira, não deve mais ocorrer. A paralisação vinha sendo discutida pela categoria, que reivindica um adicional de 20% na remuneração por exercer funções de coordenação. Diante do cenário, a Prefeitura apresentou uma proposta alternativa e segue em negociação com os servidores.

A possibilidade de paralisação gerou preocupação entre moradores que dependem dos serviços de saúde no município e também repercutiu na Câmara de Vereadores durante a sessão da última terça-feira (24).

Na ocasião, o vereador Carlos Henrique Graf (Iqui) fez críticas à categoria. Em seu discurso, afirmou que os profissionais deveriam priorizar o atendimento à população e relatou ter recebido denúncias sobre suposta má prestação de serviços por parte de alguns servidores. O parlamentar ressaltou que respeita a categoria, mas que as críticas se referem a casos pontuais.

Ele também declarou que, assim como ocorre na iniciativa privada, servidores que aderem à greve deveriam ser demitidos. Ainda segundo o vereador, teria faltado diálogo com o Executivo e os profissionais não teriam procurado nem a Câmara de Vereadores nem o sindicato da categoria para tratar do assunto.

Já a vereadora Eduarda Schwinger apresentou posicionamento diferente. Apesar de afirmar não concordar com greves, ela destacou que as reivindicações dos profissionais são antigas e consideradas legítimas. Segundo a parlamentar, a função de coordenação exercida sem remuneração pode caracterizar desvio de função.

Eduarda também contestou a afirmação de falta de informação por parte do Legislativo, ressaltando que documentos sobre o pleito dos profissionais foram encaminhados à Câmara.

Sobre a atuação sindical, a reportagem entrou em contato com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (SINSEB), Tania Mara Pompermayer. Ela confirmou que houve contato por parte dos profissionais, mas afirmou não ver base legal para a realização de greve no momento.

Representando a categoria, a enfermeira Thaylise Fernandes Bueno afirmou que o governo municipal apresentou uma proposta e se mostrou disposto a negociar, o que deve evitar a paralisação. No entanto, ela destacou que há um desencontro de informações em relação ao movimento.

A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Guabiruba. A secretária Amanda Kormann afirmou que houve diálogo com a categoria, e que a administração municipal apresentou uma contraproposta, que foi aceita pelos profissionais.

“Houve conversas prévias com sinalização positiva por parte da administração pública quanto ao pagamento da gratificação aos enfermeiros coordenadores das unidades. No acordo sindical, havia sido estabelecido o percentual de 10%.
Entretanto, fomos surpreendidos pelo movimento de greve, que passou a reivindicar 20% de gratificação para os enfermeiros e 10% de aumento salarial para os técnicos de enfermagem, demanda esta que não havia sido apresentada anteriormente nas negociações.
Diante desse novo cenário, a administração encaminhou uma contraproposta de 15% de gratificação para os enfermeiros. Quanto à questão dos técnicos de enfermagem, foi informado que o tema será objeto de estudo a ser realizado pela Fepese, no âmbito da revisão do plano de cargos e salários de todos os servidores. Sendo aceito e assim cessando esse movimento grevista”. Afirmou a secretária.

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